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Glossário de termos Budistas em Pali

Glossário de termos Budistas em Pali




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Este glossário cobre muitas das palavras em Pali e termos técnicos que você irá encontrar nas traduções do Cânone em Pali (Tipitaka), livros, ensaios e demais textos disponíveis neste site.


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A | B | C | D | E | F | G | H | I | J | K | L | M | N | O | P | Q | R | S | T | U | V | W | XYZ


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A

abhidhamma: (1) Nos discursos do Cânone em Pali, este termo simplesmente significa "Dhamma mais elevado ou superior." (2) Uma coleção de tratados analíticos baseados em listas de categorias extraídas dos ensinamentos dos discursos, adicionado ao Cânone vários séculos após a morte do Buda.

abhijanati: conhecimento direto, compreensão direta. Compreender através da experiência. Saber por inteiro ou a fundo. O conhecimento dos fenômenos de acordo com o padrão estabelecido pelas Quatro Nobres Verdades. Esse conhecimento é partilhado tanto pelo arahant como pelo sekha. Veja também parijanati.
abhiñña: Os seis tipos de poderes ou conhecimentos supra-humanos resultantes do conhecimentos direto: poderes mágicos, ouvido divino, penetrar as mentes de outros, relembrar vidas passadas, olho divino, extinção de todas as impurezas da mente, sendo que apenas este último é considerado supra-mundano, (lokuttara), enquanto que os demais são mundanos, (lokiya). (veja asava).
acariya: Mestre; mentor. Veja kalyanamitta.
adinava: perigo, desvantagem. O perigo é o contínuo aprisionamento ao ciclo de samsara através por exemplo dos prazerres sensuais.

adhitthana: Determinação; decisão. Uma das dez perfeições (paramis).

ahara: alimento, nutrimento. Os quatro alimentos são comida, contato, volição e consciência. Os alimentos são condições, (paccaya), pois as condições são chamadas de alimentos, (ahara), porque elas nutrem (ou produzem) os seus próprios efeitos. Embora existam outras condições para a existência, apenas estas quatro são chamadas de alimento porque servem como condições especiais para o contínuo da vida. A comida é uma condição importante para o corpo físico, o contato para a sensação, a volição mental para a consciência e a consciência para a mentalidade-materialidade, o organismo psicofísico na sua totalidade. O desejo é denominado a origem do alimento no sentido de que o desejo na existência anterior é a fonte da presente individualidade que depende e consome continuamente os quatro alimentos nesta existência.
ajaan: (Tailandês; também "Ajarn", "Ajahn", etc.). Mestre; mentor. Equivalente ao Pali acariya.
akaliko: Eterno; não condicionado pelo tempo ou estação, atemporal.
akusala: Prejudicial, inábil. São todas as vontades kammicas (kammacetana, s. cetana) e a consciência e fatores mentais a elas associados que são acompanhados pela cobiça/desejo (lobha), raiva/aversão (dosa) ou apenas delusão (moha). Todos esses fenômenos são causas para resultados kammicos desfavoráveis e contêm as sementes para renascimentos desfavoráveis.Veja o seu oposto, kusala.
anagami: Que não retorna. Uma pessoa que abandonou os cinco primeiros grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), e que após a morte irá aparecer em um dos mundos de Brahma denominados as Moradas Puras, para aí alcançar nibbana, nunca mais retornando desse mundo.
anapanasati: Atenção plena na respiração. É uma das práticas de meditação mais importantes para alcançar a concentração (samadhi) e as quatro absorções (jhana). O método é descrito no Anapanasati Sutta (MN 118) e no Satipatthana Sutta (MN 10).
anatta: Não-eu, ausência de um eu, é a última das três características da existência (ti-lakkahana). A doutrina de anatta ensina que nem nos fenômenos corporais nem nos mentais ou quer seja fora deles, pode ser encontrada qualquer coisa que no final da contas possa ser considerada como um eu ou ego, ou outra substância inerente qualquer. Esta é uma doutrina central no Budismo da qual depende toda a estrutura dos ensinamentos. Qualquer um, que não tenha penetrado essa impessoalidade de toda a existência e não compreenda que na realidade apenas existe esse contínuo processo de surgimento e desaparecimento de fenômenos mentais e corporais e de que não existe um eu separado como parte ou fora desse processo, não será capaz de compreender o Budismo.
anicca: Inconstante, instável, impermanente, é a primeira das três características da existência (ti-lakkahana). É a partir da impermanência que, na maioria dos suttas, as outras duas características, sofrimento (dukkha) e não-eu (anatta), são derivadas.
anupadisesa-nibbana: Nibbana sem restar nenhum combustível (a analogia é um fogo que foi extinto cujas brasas estão frias) - o nibbana do arahant após a sua morte.
anupasati: contemplar, ver, observar.

anupubbi-katha: Instrução gradual, treinamento gradual. O método do Buda de ensino do Dhamma que guia os ouvintes progressivamente através de tópicos cada vez mais avançados: generosidade (veja dana), virtude (veja sila), paraísos, desvantagens (dos prazeres sensuais), vantagens da renúncia, e por fim culminando com as quatro nobres verdades.

anusaya: as sete inclinações, tendências latentes ou subjacentes, ou obsessões são: o desejo sensual (kama-raga), aversão (patigha), idéias (dithi), dúvida (vicikiccha), presunção (mana), desejo por ser/existir (bhavaraga), ignorância (avija). Nos comentários as impurezas são identificadas como ocorrendo em três níveis: nível anusaya, no qual elas permanecem como inclinações latentes na mente; nível pariyutthana, onde elas surgem para obcecar e escravizar a mente; e nível vitikkama, onde elas causam as ações corporais e verbais prejudiciais.

appamada: aplicação, zelo, diligência, seriedade, é considerado como a base para todo progresso. O seu oposto é a negligência (pamada).

apaya-bhumi: destino infeliz: os quatro planos ou mundos inferiores de existência no qual alguém pode renascer como resultado de ações inábeis no passado (veja kamma): renascimento no inferno, como um fantasma faminto (veja Peta), como um demônio colérico (veja Asura), ou como um animal comum. Nenhum desses estados é permanente. Compare com sugati.
apaya-mukha: Caminho para um destino infeliz – relações sexuais extra conjugais; entregar-se a substâncias embriagantes; entregar-se ao jogo; associar-se com pessoas más. A realização desses atos prepara o caminho para o renascimento em um dos reinos inferiores. (veja apaya-bhumi).
arahant: Um "digno" ou "puro"; uma pessoa cuja mente está livre de contaminações (veja kilesa), que abandonou todos os dez grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana), cujo coração está livre de impurezas (veja asava), e que dessa forma não está destinado a um futuro renascimento. Um título para o Buda e o nível mais alto dos seus Nobre Discípulos.
arammana: objeto. Podem ser de seis tipos: objeto visível, som, aroma, sabor, tangível e objeto mental.
ariya: Nobre, ideal. Também, "Alguém Nobre" (veja ariya-puggala).
ariyadhana: Riqueza Nobre; qualidades que servem como 'capital' na busca pela liberação: convicção (veja saddha), virtude (veja sila), auto-respeito (hiri), respeito pela opinião dos outros (ottapa), erudição, generosidade (veja dana), e sabedoria (veja pañña),.
ariya-puggala: Pessoa nobre. Um indivíduo que realizou pelo menos um dos quatro nobres caminhos transcendentes - ou melhor um caminho com quatro níveis de refinamento - são o caminho para 'entrar na correnteza' (sotapanna), o caminho para 'um retorno somente' (sakadagami), o caminho para 'não retorno' (anagami), e o caminho para arahant. Veja phala. Compare com puthujjana (mundano).
ariya-sacca: Nobre Verdade. A palavra "ariya" (nobre) também pode significar ideal ou padrão, e nesse contexto significa verdade "objetiva" ou "universal". Existem quatro: sofrimento, a origem do sofrimento, a cessação do sofrimento, e o caminho da prática que conduz à cessação do sofrimento.
assada: gratificação, prazer, gozo. A gratificação é a satisfação que é proporcionada para as necessidades psicológicas, por exemplo pelos prazeres sensuais.

asava: Impureza, mácula, úlcera, corrupção. Quatro tipos – desejo sensual, (kamasava), desejo e cobiça pelos cinco elementos do prazer sensual; entendimento incorreto ou idéias incorretas, (ditthasava), os 62 tipos de idéias descritas no Brahmajala Sutta, (DN 1); desejo por ser/existir,(bhavasava),desejo e cobiça pela existência nos planos materiais e imateriais e apego a jhana; ignorância, desconhecimento das quatro nobres verdades (avijjasaava). Uma lista de três qualidades, omitindo o entendimento incorreto, é provavelmente mais antiga e aparece com mais freqüência nos suttas. O agrupamento das quatro qualidades também aparece sob os nomes ‘torrente’ (ogha) e ‘grilhões’ (yoga). Os asava são uma classificação das contaminações consideradas no seu papel de sustentação do ciclo samsárico. Os comentários derivam a palavra a partir da raiz su que significa “fluir”. Existe divergência entre os estudiosos sobre se o fluxo implícito no prefixo a é para fora ou para dentro; por conseguinte alguns o interpretam como “fluxo para dentro” ou “influências”, outros como “fluxo para fora” ou “efluentes”. Um trecho encontrado com freqüência nos suttas indica no entanto o real significado do termo, independentemente da sua etimologia, quando descreve os asavas como estados “que contaminam, resultam na renovação dos seres, trazem problemas, causam sofrimento e conduzem a um futuro nascimento, envelhecimento e morte”. Dessa forma outros tradutores, deixando de lado o sentido literal, utilizam a interpretação de máculas, corrupções ou impurezas. Também traduzido com “venenos da mente” principalmente em textos Mahayana.
asubha: não atraente, repulsivo, nojento. O Buda recomenda contemplação desse aspecto do corpo como antídoto para luxúria e complacência. Veja também kayagata-sati.
asura: seres divinos que, tal como os Titãs da mitologia grega, lutaram contra os devas pela superioridade sobre os paraísos e perderam, habitando um dos reinos inferiores. ‘Demônios’. Veja apaya-bhumi.

atta: ‘eu’, ego, identidade. No Budismo é uma mera expressão convencional, não sendo a designação de algo que na realidade existe.

atta-ditthi: crença na existência de um ‘eu’, crença ou idéia de uma identidade.
avijja: Ignorância; sinônimo de delusão (moha) é a principal causa de todo o mal e sofrimento no mundo, obscurecendo a vista dos seres e impossibilitando que eles vejam a verdadeira natureza dos fenômenos. É a delusão que engana os seres fazendo com que a vida pareça ser permanente, feliz, com substância e bela, evitando que eles vejam que na realidade ela é impermanente, insatisfatória e desprovida de um eu. A Ignorância é definida como o desconhecimento das Quatro Nobres Verdades, isto é, o sofrimento, a sua origem, a sua cessação e o caminho para a sua cessação. A ignorância é uma das impurezas (asava).

ayatana: base ou meio dos sentidos ou sensuais. As bases internas são os órgãos dos sentidos – olhos, ouvidos, nariz, língua, corpo e mente. As bases externas são os seus respectivos objetos.

ayoniso-manasikara: veja manasikara

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B

bhagavant: Um epíteto para o Buda, em geral traduzido como "Abençoado" ou "Louvado". Alguns comentaristas no entanto, identificam a raiz etimológica da palavra em Pali como significando "dividir" e por extensão "analisar" e dessa forma o traduzem como "Analista".

bhante: Venerável senhor; usado com freqüência quando se dirige a palavra a um monge budista.
bhava: ser/existir ou vir a ser/devir, processo da existência. Que pode ocorrer em três reinos: reino da esfera sensual, reino da esfera da matéria sutil e reino da esfera imaterial.
bhavana: Cultivo ou desenvolvimento da mente; meditação. O terceiro dos três fundamentos para atos meritórios. Veja também dana e sila.

bhavanga-sota e bhavanga-citta: O primeiro termo pode ser interpretado como a ‘correnteza subterrânea que forma a condição de ser ou existir’, e o segundo termo como ‘subconsciente’ embora, como ficará evidente a seguir, ele difere em muitos aspectos do uso que esse termo possui na psicologia Ocidental. Bhavanga que nos textos canônicos é mencionado duas ou três vezes no Patthana, é explicado nos comentários do Abhidhamma como o fundamento ou condição para a existência (bhava), como a condição sine qua non da vida, tendo a característica de um processo, literalmente um fluxo ou correnteza (sota). Nela, desde tempos imemorias, todas as impressões e experiências são armazenadas, ou melhor dizendo, estão atuantes mas ocultas da plena consciência, de onde no entanto elas ocasionalmente emergem como fenômenos do subconsciente e podem se tornar totalmente conscientes. Essa assim chamada ‘correnteza subterrânea da vida’ explica a faculdade da memória, fenômenos psíquicos paranormais, evolução mental e física, kamma e renascimento, etc.
bhikkhu (bhikkhuni): Um "monge" ("monja") budista; um homem (mulher) que desistiu da vida em família para viver uma vida com virtude engrandecida (veja sila) de acordo com o Vinaya em geral, e as regras do Patimokkha em particular. Veja sangha, parisa, upasampada.
bodhi-pakkhiya-dhamma: "Asas para o Despertar" ou Apoios para a Iluminação – sete conjuntos que conduzem ao Despertar e que, de acordo com o Buda, formam o núcleo do seu ensinamento: [1] os quatro fundamentos da atenção plena ( satipatthana); [2] os quatro esforços corretos (sammappadhana) – o esforço para prevenir que estados prejudiciais surjam na mente, de abandonar quaisquer estados prejudiciais que já surgiram, fazer com que estados benéficos surjam, e manter os estados benéficos que já surgiram; [3] as quatro bases para o poder (iddhipada) – desejo, energia, mente, investigação; [4] cinco faculdades dominantes (indriya) – convicção, energia, atenção plena, concentração, sabedoria; [5] cinco poderes (bala) – idêntico ao [4]; [6] sete fatores da Iluminação (bojjhanga) – atenção plena, investigação dos fenômenos, energia, êxtase, tranqüilidade, concentração, equanimidade; e [7] o Nobre Caminho Óctuplo (magga) – Entendimento Correto, Pensamento Correto, Linguagem Correta, Ação Correta, Modo de Vida Correto, Esforço Correto, Atenção Plena Correta, Concentração Correta.
bodhisatta: bodisatva, "Um ser empenhando-se pelo Despertar"; o termo utilizado para descrever o Buda antes de ele se tornar um Buda, desde a sua aspiração inicial ao estado de Buda até o momento do seu Despertar completo. Em Sânscrito: Bodhisattva.
bojjhanga: os sete fatores da iluminação são: atenção plena (sati), investigação dos fenômenos (dhamma-vicaya), energia (viriya), êxtase (piti), tranqüilidade (passaddhi), concentração (samadhi), equanimidade (upekkha).

brahma: "Aquele que é Grande" – um habitante do reino da esfera da matéria sutil ou do reino da esfera imaterial.
brahma-vihara: Este termo pode ser interpretado como estados excelentes, louvados, sublimes ou divinos da mente ou como moradas divinas. Essas atitudes são ditas excelentes ou sublimes porque elas são a conduta correta ou ideal em relação aos seres vivos. Quem desenvolver esses estados mentais com afinco, através da conduta e da meditação, irá se tornar igual a Brahma. Se eles se converterem em influências dominantes na mente, a pessoa irá renascer em mundos agradáveis, nos reinos de Brahma. Por isso, esses estados mentais são chamados de divinos. Eles são chamados moradas porque deveriam se converter nos estados em que a mente deveria estar a maior parte do tempo, em que se sentisse "em casa". O Buda ensinou quatro estados sublimes da mente: metta (amor bondade) , karuna (compaixão), mudita (alegria altruísta), e upekkha (equanimidade).
brâmane: A casta de brâmanes na Índia que defende que os seus membros, pelo seu nascimento, são dignos do maior respeito. O Budismo emprestou o termo brâmane aplicando-o aos arahants, para mostrar que o respeito não é obtido pelo nascimento, raça, ou casta, mas pela realização espiritual. Em muitos suttas este termo aparece como sinônimo de arahant.
buddho: Desperto; iluminado. Um epíteto para o Buda.
Buddha: Buda. O nome dado a alguém que redescobre por si mesmo o Dhamma, o caminho da libertação, após um longo período em que ele tenha sido esquecido pelo mundo. De acordo com a tradição, existe uma longa seqüência de Budas que se estende ao passado distante. O mais recente Buda que nasceu foi Siddhattha Gotama na Índia no sexto século antes da era cristã. Um jovem bem educado e rico, ele abandonou sua família e herança real no auge da sua vida em busca da verdadeira liberdade e do fim do sofrimento (dukkha). Após seis anos de austeridades na floresta, ele redescobriu o "caminho do meio" e atingiu o seu objetivo, tornando-se um Buda.


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C

cankama: Meditação andando, em geral na forma de caminhar indo e voltando ao longo de um trecho predeterminado.
cetana: Vontade, intenção, volição.
cetasika: ‘fatores mentais’. São os fatores mentais que estão associados e que surgem em concomitância com a consciência (citta=viññana) e que são condicionados pela presença desta. Enquanto que nos suttas todos os fenômenos da existência são agrupados em 5 elementos: corpo (rupa), sensação (vedana), percepção (sañña), formações mentais (sankhara), consciência (viññana), o Abhidhamma, como regra, trata os fenômenos sob um aspecto mais filosófico em três aspectos: consciência (citta), fatores mentais (cetasika) e corpo (rupa). Dessa forma, os fatores mentais compreendem a sensação, percepção e 50 outros fatores, o que no todo resulta em 52 fatores mentais.
chanda: aspiração, desejo. 1 - Como um termo psicológico neutro sob o ponto de vista ético, com o sentido de ‘intenção,’ é um dos fatores mentais gerais (cetasika) ensinados no Abhidhamma, cuja qualidade moral é determinada pelo caráter da volição (cetana) à qual esteja associada. 2 – Como qualidade ruim tem o significado de ‘desejo’ e está com frequência associado com termos relativos a sensualidade, cobiça, etc, por exemplo: kama-cchanda, ‘desejo sensual,’ um dos cinco obstáculos (nivarana); chanda-raga, ‘desejo voluptuoso’. 3 – Como qualidade boa é a vontade íntegra ou zelo (dhamma-chanda).

ceto-vimutti: libertação da mente. Com o sentido mais elevado significa a fruição do estado de arahant, e em particular a concentração a ela associada. Em geral a libertação da mente acompanha a libertação pela sabedoria, (pañña-vimutti). Também pode ser chamada de libertação inabalável da mente ou libertação da mente sem sinais, visto que esse estado mental está livre da cobiça, raiva e delusão. Com um sentido mais restrito a libertação imensurável da mente corresponde aos quatro brahma-viharas.

citta: Mente; coração (de um ponto de vista psicológico); o centro e o foco da natureza emocional do homem bem como aquele elemento intelectual que lhe é inerente e acompanha as suas manifestações; pensamento. O significado de citta é melhor compreendido quando explicado através de expressões que nos são mais familiares, como: com todo meu coracão; coração e alma; não tenho coração para fazer isso; abençoados são aqueles puros de coração. Esses exemplos enfatizam o aspecto ou “pensamento” emocional e conativo mais do que o aspecto mental e racional (em relação a estes veja mano e vinnana). Pode portanto ser interpretado como intenção, impulso, propósito; humor, disposição, estado mental, reação a impressões. Também deve ser mencionado, como complemento a essa interpretação, que citta quase sempre ocorre no singular (=coração) e de 150 casos nos Nikayas apenas 3 vezes ocorre no plural (=pensamentos). Em alguns suttas citta aparece como sinônimo de viññana e mano .O Dhammasangani divide todos os fenômenos em consciência (citta=viññana), fatores mentais (cetasika) e corpo (rupa).


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D

dana: Generosidade; liberalidade; oferecimento; dádivas. Especificamente dar para satisfazer qualquer uma das quatro necessidades dos monásticos. Em termos mais gerais, a inclinação para a generosidade, sem esperar qualquer forma de recompensa por parte de quem recebe. Dana é o primeiro tema no sistema de treinamento gradual do Buda ( veja anupubbi-katha), o primeiro dos dez paramis, um dos sete tesouros (veja dhana), e o primeiro dos três fundamentos para atos meritórios (veja sila e bhavana).
deva (devata): Tr. Lit. "luminoso" – divindades habitantes dos paraísos que como regra são invisíveis aos seres humanos. Elas estão sujeitas no entanto, tal como os seres humanos e demais seres, ao ciclo de renascimentos, envelhecimento e morte.(veja sagga e sugati).
devadatta: Um primo do Buda que tentou criar um cisma na Sangha e que desde então se tornou emblemático para todos Budistas que atuam consciente ou inconscientemente para minar a religião por dentro.
dhamma (Skt. dharma): constituição ou natureza de alguma coisa; norma, lei, doutrina; justiça, retidão; qualidade; coisa, objeto da mente, fenômeno. Nos textos a palavra dhamma é encontrada com todos esses significados. Também, princípios de comportamento que os seres humanos deveriam seguir de forma a se encaixar dentro da ordem natural das coisas; qualidades da mente que se deveria desenvolver de forma a compreender a qualidade da mente em si mesma. Por extensão, "dhamma" também é usado para se referir a qualquer doutrina que ensine essas coisas. Portanto o Dhamma do Buda se refere tanto aos seus ensinamentos como à experiência direta da qualidade de nibbana para o qual esses ensinamentos estão direcionados.
dhamma-vinaya: "doutrina (dhamma) e disciplina (vinaya)." O nome dado pelo Buda para os seus ensinamentos.
dhana: Tesouro (s). As sete qualidades de convicção, virtude (veja sila), vergonha e temor de cometer transgressões (hiri-ottappa), aprendizado, generosidade (veja dana), e sabedoria.
dhatu: Elemento; propriedade, condição impessoal. Os quatro elementos físicos ou propriedades são terra (solidez), água (coesão), ar (movimento), e fogo (calor). Os seis elementos incluem os mencionados anteriormente mais espaço e consciência.
dhutanga: Práticas ascéticas voluntárias que monges e outros praticantes de meditação podem adotar de tempos em tempos ou como um compromisso a longo prazo de forma a cultivar a renúncia e o contentamento/satisfação, e para estimular a energia. Para os monges existem treze práticas deste tipo: (1) usar somente mantos feitos com retalhos; (2) usar somente um conjunto de três mantos; (3) esmolar alimentos; (4) não evitar nenhum doador de esmola de alimentos; (5) não comer mais do que uma refeição ao dia; (6) comer somente da tigela de coleta de esmola de alimentos; (7) recusar qualquer alimento oferecido depois da coleta de esmola de alimentos; (8) morar na floresta; (9) morar sob uma árvore; (10) viver a céu aberto; (11) viver em um cemitério; (12) estar satisfeito com qualquer moradia que tenha; (13) dormir sentado e nunca se deitar.

ditthi: (Tr. Lit. visão). Entendimento, idéia, opinião. Se não estiver qualificado com samma (correto) se refere em geral a entendimentos ou idéias/opiniões ruins e prejudiciais (miccha) que devem ser rejeitados por ser fonte de conduta e aspirações ruins e capazes de conduzir os seres aos abismos mais profundos da depravação.

domanassa: tristeza, desprazer, angústia. Uma sensação de dor mental.
dosa: Aversão; ódio; raiva. Uma das três raízes de estados prejudiciais (mula) na mente. Veja também vyapada.
dukkha: (1) Sensação (vedana) dolorosa que pode ser física e mental. (2) Sofrimento, estresse. Na primeira Nobre Verdade e na segunda das três características da existência (ti-lakkhana) o termo dukkha não está limitado à experiência da dor (1) mas se refere à natureza insatisfatória e a insegurança geral de todos os fenômenos condicionados que por conta da sua impermanência, estão todos sujeitos ao sofrimento e isso inclui também as experiências agradáveis. Dessa forma a primeira verdade não nega a existência das experiências agradáveis o que é às vezes erroneamente assumido.


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E

ehipassiko: que convida ao exame. Um epíteto para o Dhamma.

ekaggatarammana: Preocupação única; unicidade da mente em um só ponto. Na meditação, é a qualidade mental que permite que a atenção do meditador permaneça controlada e focada no objeto de meditação escolhido. Ekaggatarammana atinge plena maturação com o desenvolvimento do quarto jhana.
ekayana-magga: Um caminho unificado; um caminho direto. Um epíteto para a prática de estar plenamente atento nos quatro fundamentos: corpo, sensações, mente e objetos mentais (satipatthana).
evam: assim; dessa forma. Este termo é usado na Tailândia para o encerramento formal de um sermão e é empregado no início de muitos suttas – evam me suttam – assim ouvi.


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F

fundamentos da atenção plena: veja Satipatthana.


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G

gotrabhu-ñana: "Conhecimento para mudança de linhagem": O vislumbre do nibbana que faz alguém mudar de pessoa comum (puthujjana) para um Nobre (ariya-puggala).


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H

hinayana: "Veículo Inferior," originalmente um temo pejorativo – cunhado por um grupo que se autodenominava como os seguidores do Mahayana, o "Grande Veículo" – para denotar o caminho da prática daqueles que aderiam somente aos discursos mais antigos como a palavra do Buda. Os "Hinayanistas" se recusavam a reconhecer os discursos mais recentes, compostos pelos "Mahayanistas", que reivindicavam conter ensinamentos que o Buda sentiu serem muito profundos para a sua primeira geração de discípulos, e que por isso ele os confiou a serpentes subterraneas.
hiri-ottappa: Escrúpulo. Essas emoções gêmeas são chamadas "as guardiãs do mundo” porque estão associadas com todas as ações hábeis ou benéficas. Essas emoções têm como base o conhecimento da lei de causa e efeito, ao invés do mero sentimento de culpa. Hiri equivale à vergonha de cometer transgressões ou o auto-respeito, aquilo que nos refreia de cometer atos que colocariam em risco o respeito que temos por nós mesmos; ottappa equivale ao temor de cometer transgressões ou o respeito pela opinião dos outros, o temor saudável de cometer atos inábeis que possam resultar em opiniões desfavoráveis dos outros com relação a nós mesmos. Veja kamma.


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I

idappaccayata: Condicionalidade Isto/aquilo. Este nome para o princípio causal que o Buda descobriu na noite do seu Despertar enfatiza o ponto que, com o propósito de dar fim ao sofrimento e estresse, o processo de causalidade pode ser entendido inteiramente em termos das forças e condições que são experimentadas no âmbito da experiência direta, sem ser necessário fazer referência a forças que operem fora desse âmbito.


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J

jagariya: Vigilância, estado de alerta, manter-se desperto. Especialmente com o sentido de ser cauteloso com relação aos perigos que aquele que busca a perfeição irá provavelmente enfrentar.

jhana (Skt. dhyana): Absorção mental. Se refere principalmente às quatro realizações meditativas materiais, assim chamadas devido à característica do objeto empregado para o desenvolvimento da concentração. Essas realizações são caracterizadas por uma forte concentração num único objeto acompanhada da suspensão temporária das atividades nos sentidos e também da suspensão temporária dos cinco obstáculos, (nivarana). Esse estado de consciência no entanto é acompanhado por perfeita lucidez e clareza mental. O primeiro jhana é acompanhado e caracterizado pela presença de cinco fatores mentais: vitakka (pensamento aplicado), vicara (pensamento sustentado), piti (êxtase), sukha (felicidade), e ekaggatarammana (unicidade mental). Algumas vezes as realizações meditativas imateriais também podem ser chamadas de jhanas imateriais. Esses estados são chamados de imateriais devido à caracteristica do objeto empregado para a concentração.


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K

kaya: (tr. Lit. acumulação). Corpo, grupo. Pode se referir ao corpo físico (rupa-kaya) ou ao corpo mental (nama-kaya). Neste último caso é um nome coletivo para os grupos mentais (sensação, percepção, formações mentais, consciência).

kalyana-mitta: Amizade admirável. O bom amigo ou nobre amigo é um bhikkhu mais sênior que é o mentor e amigo do seu pupilo, que deseja o bem estar e progresso deste, guiando-o na meditação. Em particular o mestre de meditação é assim denominado.

kama: pode significar (1) sensualidade subjetiva, desejos sensuais; (2) sensualidade objetiva, os cinco objetos dos sentidos. A sensualidade subjetiva ou desejos sensuais são dirigidos a todos os cinco objetos dos sentidos e é sinônimo de ‘desejo sensual’, kama-cchanda, um dos cinco obstáculos (nivarana); ‘desejo sensual’, kama-raga, também é um dos dez grilhões (samyojana). O desejo sensual também é uma das impurezas (asava) e um dos apegos (upadana). Os cinco objetos dos sentidos são os objetos visíveis, os sons, odores, sabores e sensações tangíveis. O desejo sensual é completamente eliminado no estado de ‘não retorno’ (anagamami).

kamma (Skt. karma): Ação. Denota a vontade (cetana) benéfica (kusala) ou prejudicial ( akusala) e os seus fatores mentais concomitantes que causam o renascimento e moldam o destino dos seres. Essas vontades kammicas se manifestam como ações benéficas ou prejudiciais com o corpo, linguagem e a mente.
kammatthana Literalmente, "base de trabalho" ou "lugar de trabalho". A palavra se refere à "ocupação" de um monge praticante de meditação: em outras palavras, a contemplação de certos temas de meditação através dos quais as forças das contaminações (kilesa), desejo (tanha), e ignorância (avijja) possam ser desenraizadas da mente. No procedimento de ordenação, cada novo monge é ensinado cinco kammatthana básicos que constituem a base para a contemplação do corpo: cabelos da cabeça (kesa), pêlos do corpo (loma), unhas (nakha), dentes (danta), e pele (taco). Por extensão, o kammatthana inclui todos os quarenta temas clássicos de meditação. Embora se possa dizer que cada praticante de meditação se dedica a kammatthana, o termo é mais freqüentemente usado para identificar em particular a linhagem de florestas Tailandesa que foi fundada por Phra Ajaan Mun e Phra Ajaan Sao.
karuna: Compaixão; simpatia; a empatia com o sofrimento dos outros. Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas sublimes" (brahma-vihara).

khattiya: Na época do Buda uma pessoa que pertencia a um dos clãs ou tribos reconhecidos com sendo de descendência nobre, ou um Arya, o que significava ocupar a classe social superior. Todos os reis e líderes pertenciam a essa classe social.
kaya: Corpo. Normalmente se refere ao corpo físico (rupa-kaya; veja rupa), porém às vezes se refere ao corpo mental (nama-kaya; veja nama).
kayagata-sati: Atenção plena no corpo. Este é um termo geral que abrange vários temas de meditação: manter a atenção plena na respiração; manter a atenção plena nas posturas do corpo; manter a atenção plena em todas atividades; analisar o corpo em suas partes; analisar o corpo de acordo com suas propriedades físicas (veja dhatu); contemplar o fato de que o corpo está inevitavelmente sujeito à morte e a desintegração. Veja o MN 119.
khandha:agregado; amontoado; grupo (veja sakkaya). Componentes físicos e mentais da identidade e da experiência sensual em geral. As cinco bases do apego (veja upadana). Veja: nama (fenômeno mental), rupa (fenômeno físico), vedana (sensação), sañña (percepção), sankhara (formações mentais), e viññana (consciência).
khanti: Paciência; autodomínio. Uma das dez perfeições (paramis).
kilesa: Poluições, contaminações, qualidades prejudiciais que poluem a mente. Existem 10 contaminações, assim chamadas porque são impuras em si mesmas e porque contaminam os fatores mentais a elas associados (Vism XXII 45). Elas são: (1) lobha (cobiça), (2) dosa (raiva), (3) moha (delusão), (4) mana (presunção), (5) ditthi (entendimento incorreto), (6) vicikiccha (dúvida, ceticismo), (7) thina (torpor mental), (8) uddhacca (inquietação), (9) ahirika (não ter vergonha de cometer transgressões), (10) anottappa (não temer cometer transgressões). Não é encontrada uma classificação dos kilesas nos suttas embora esse termo ocorra com freqüência. Também traduzido com “emoções perturbadoras” principalmente em textos Mahayana.
kusala: Benéfico, hábil, bom. São todas as vontades kammicas (kamma-cetana, s. cetana) e os fatores mentais a elas associados que são acompanhados por duas ou três raízes (mula), isto é, ausência de cobiça/desejo (alobha) e ausência de raiva/aversão (adosa) e em alguns casos também ausência de delusão (amoha: sabedoria). Tais estados de consciência são considerados como kamma benéfico pois são as causas de resultados kammicos favoráveis e contêm a semente de um renascimento feliz. Veja seu oposto akusala e kamma.


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L

lakkhana: Veja ti-lakkhana.
lobha: Cobiça; paixão. Sinônimo de tanha e raga. Uma das três raízes de estados prejudiciais (mula) na mente.

loka: Mundo. Denota as três esferas de existência que compreendem todo o universo, isto é, (1) o reino da esfera sensual (kama-loka), ou o mundo dos cinco sentidos; (2) o reino da esfera da matéria sutil (rupa-loka); (3) o reino da esfera imaterial (arupa-loka).
loka-dhamma: Condições do mundo ou assuntos, fenômenos do mundo. A lista padrão indica oito: riqueza, perda de riqueza, status, perda de status, elogio, crítica, prazer, e dor.
lokavidu: Conhecedor do mundo. Um epíteto para o Buda.
lokuttara: Transcendente; supramundano (veja magga, phala, e nibbana).


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M

magga: Caminho. Nos suttas, em geral, este termo aparece com dois significados: (1) Os quatro caminhos supramundanos veja ariya-pugala. (2) O Nobre Caminho Óctuplo é o caminho que conduz à cessação do sofrimento, isto é, a última das Quatro Nobres Verdades (sacca). Especificamente, o caminho compreende três grupos: Sabedoria (pañña) - Entendimento Correto, Pensamento Correto; Virtude (sila) – Linguagem Correta, Ação Correta, Modo de Vida Correto; Concentração (samadhi) – Esforço Correto, Atenção Plena Correta, Concentração Correta.

mahathera: "Grande ancião." Um título honorifico automaticamente conferido a um bhikkhu com pelo menos vinte anos como bhikkhu. Compare com thera.

majjhima: Intermediário; apropriado; adequado; médio; meio.

mana: Presunção, orgulho. Um dos dez grilhões que aprisionam ao ciclo de existências (samyojana). Também é uma das contaminações (kilesa). Desaparece completamente apenas com o estado de arahant.

manasikara: atenção, advertência mental. Este termo aparece com frequência nos suttas como yoniso-manasikara, atenção com sabedoria (equilibrada, metódica). Por ex. no MN 2 é descrita como um antídoto contra as impurezas (veja asava); é uma das condições para o surgimento do entendimento correto (MN 43), do caminho de ‘entrar na correnteza’ e dos fatores da iluminação (veja bojjhanga). A atenção sem sabedoria (ayoniso-manasikara) conduz ao surgimento das impurezas (MN 2) e aos cinco obstáculos (veja nivarana).

mano: mente, no Abhidhamma é usado como sinônimo de viññana e citta. De acordo com os comentários do Visudhimagga algumas vezes significa bhavanga-sota.

mara: Tr. Lit. ‘O assassino’. Mara é o Senhor do Mal no Budismo, a Tentação e Senhor da Sensualidade, cujo objetivo é desviar os praticantes do caminho para a libertação e mantê-los aprisionados no ciclo de sucessivos nascimentos e mortes. Algumas vezes os textos empregam o termo “Mara” com um sentido metafórico, representando as causas psicológicas internas para o cativeiro, como o desejo e a cobiça, e as coisas externas às quais nos apegamos, em particular os próprios cinco agregados. Mas é evidente que a linha de pensamento dos suttas não concebe Mara apenas como uma representação das fraquezas morais humanas mas o vê como uma divindade maléfica real cujo objetivo é frustrar os esforços daqueles que têm como meta alcançar o objetivo supremo.
metta: Amor bondade; boa vontade, o desejo de bem estar e felicidade para os outros. Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas sublimes" (brahma-vihara).
moha: Delusão; ignorância (sinônimo de avijja). Uma das três raízes de estados prejudiciais (mula) na mente.
mudita: Alegria altruísta, regozijo com as virtudes e êxitos dos outros. Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas sublimes" (brahma-vihara).
mula: Literalmente, "raiz". Sao aquelas condições que pela sua presença na mente determinam a qualidade moral - benéfica (kusala) ou prejudicial (akusala) – de uma volição ou intenção (cetana) e a consciência e os fatores mentais associados a esta, em outras palavras, a qualidade do kamma. As três raízes prejudiciais são lobha (cobiça), dosa (aversão), e moha (delusão); as raízes benéficas são os seus opostos. Veja kilesa (contaminações).


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N

naga: Um termo comumente usado para se referir a animais fortes, majestosos e heróicos, tais como elefantes e serpentes mágicas. No Budismo, também é utilizado para referir-se àqueles que atingiram o objetivo da prática, os arahants.
nama: mentalidade, fenômeno mental. Este termo se refere aos componentes mentais dos cinco khandhas , e inclui: vedana (sensações), sañña (percepção), sankhara (formações mentais), e viññana (consciência). Compare com rupa.

nama-rupa: Nome e forma; mentalidade-materialidade. A união de fenômenos mentais (nama) e fenômenos físicos (rupa) que constituem os cinco agregados (khandha), e que é um elo crucial na cadeia causal da origem dependente (paticca-samuppada).

ñana: Sabedoria, insight; compreensão; conhecimento; entendimento; é um sinônimo de pañña.

nekkhamma: Renúncia; literalmente, "liberdade do desejo sensual". Um dos dez paramis.
nibbana (Skt. nirvana): libertação; em termos literais o "desatamento" da mente das impurezas mentais ( veja asava), contaminações (veja kilesa), do ciclo de renascimentos (veja vatta) e de tudo que pode ser descrito ou definido. Como este termo também denota a extinção de um fogo, carrega a conotação de acalmar, esfriar e pacificar. (De acordo com a física que se ensinava nos tempos do Buda, o fogo se agarra ou adere ao seu combustível; quando extinto, ele está desatado). "Nibbana total" em alguns contextos denota a experiência do despertar; em outros, o falecimento de um arahant.
nibbida: desencantamento. O desencantamento representa o distanciamento de toda existência condicionada representada pelos cinco khandhas, os ayatanas e a primeira nobre verdade, e surge do conhecimento e visão de como as coisas na verdade são e conduz ao desapego, viraga.

nimitta: marca, sinal, imagem, objeto. Esses significados aparecem em vários contextos. Num deles é a imagem mental que pode surgir durante a meditação. Na meditação existem três tipos de nimitta. O primeiro tipo é parikamma-nimitta, que se refere à percepção do objeto bem no início da concentração – este também é conhecido como “imagem ou sinal preparatório’. Quando a mente alcança um grau débil de concentração, surge uma imagem ou sinal ainda instável e não muito nítido chamado uggaha-nimitta ou “sinal adquirido”. Essa percepção antecede o surgimento de uma imagem totalmente clara e estável chamada patibhaga-nimitta ou “imagem de contrapartida” ou “sinal de contrapartida”. O surgimento desse terceiro tipo de nimitta indica o aparecimento da concentração de acesso, o estado que antecede a plena absorção do jhana. Noutro contexto, nimitta é a aparência através da qual os objetos externos são apreendidos, as qualidades mais distintas de um objeto que quando agarradas sem atenção plena, podem dar origem a pensamentos com contaminações. Os detalhes podem em seguida serem agarrados pela atenção depois que o primeiro contato perceptivo não tenha sido acompanhado pela contenção.
nirodha: Cessação; dispersão; interrupção. Veja “Um Problema com a palavra Nirodha”.
nissarana: escapatória, estar livre, deixar para trás.

nivarana: Cinco qualidades que são obstáculos para a mente e que cegam a nossa visão mental. Com a sua presença não é possível alcançar a concentração (samadhi) e não é possível discernir com clareza a verdade. Elas são: desejo sensual (kama-cchanda) , má vontade (vyapada), preguiça e torpor (thina-middha), inquietação e ansiedade (uddhacca-kukkucca), e dúvida (vicikiccha).


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O

ogha: torrente. um sinônimo de asava (impurezas). As torrentes são assim chamadas porque mantêm os seres submersos no ciclo de existências e não permitem que eles se elevem aos estados superiores e até a Nibbana

opanayiko: que conduz para adiante. Um epíteto para o Dhamma.


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P

pabbajja: "Sair (da vida em família para a vida santa)"; ordenação como um samanera/samaneri, ou bhikkhu/bhikkhuni. Veja upasampada.

paccekabuddha: alguém que realizou a iluminação, ou o despertar, sem ter ouvido os ensinamentos do Buda. Ou, em outras palavras, um arahant que realizou nibbana tendo compreendido as quatro nobres verdades sem a ajuda de um mestre, por esfoço próprio. Ele no entanto não tem a capacidade de ensinar o Dhamma aos outros. De acordo com a tradição, os paccekabudhas apenas surgem quando os ensinamentos de um Buda tiverem desaparecido por completo.
paccattam: Pessoal; individual

pajanati: compreender, conhecer, entender, descobrir, distinguir. Veja também Parijanati.
pali: O cânone de textos preservado pela escola Theravada e por extensão o idioma em que esses textos foram compostos.
pamujja: satisfação, contentamento, alegria.

pañña: Sabedoria, insight; compreensão; conhecimento; entendimento. Veja também ñana.

pañña-vimutti: libertação pela sabedoria, significa a sabedoria associada com a fruição do estado de arahant. Este termo com freqüência acompanha cetto-vimutti.
papañca: Complicação, proliferação. A tendência da mente para proliferar assuntos a partir da noção de "eu". Este termo também pode ser traduzido como pensamento auto reflexivo, reificação, falsificação, distorção, elaboração ou exageração.
parami (também paramita): Perfeição de caráter. Um grupo de dez qualidades desenvolvidas ao longo de muitas vidas por um bodhisatta que aparece como um grupo no Cânone em Pali somente no Jataka ("Estórias de Nascimentos"): generosidade (dana), virtude (sila), renúncia (nekkhamma), sabedoria (pañña), energia (viriya), paciência (khanti), honestidade (sacca), determinação (adhitthana), amor bondade (metta), e equanimidade (upekkha).

parijanati: compreensão completa: compreender de modo completo ou totalmente, entender de modo completo, conhecer de modo completo. Saber com precisão ou com certeza. Compreender de modo completo através da investigação é o conhecimento ou sabedoria do insight, vipassana-pañña. Compreender de modo completo é a consumação do conhecimento iniciado pelo conhecimento direto, abhijanati. Parijanati é um termo em geral empregado apenas em relação ao arahant. Veja também pajanati.
parinibbana: desatamento total ou completo; a completa cessação dos khandhas que ocorre no falecimento de um arahant.
parisa: Seguidores; assembléia. Os quatro grupos dos seguidores do Buda que inclui monges, monjas, discípulos leigos homens e mulheres. Compare com sangha. Veja bhikkhu/bhikkhuni, upasaka/upasika..
pariyatti: Entendimento teórico do Dhamma obtido através da leitura, estudo e aprendizado. Veja patipatti e pativedha.

passaddhi: consiste na tranqüilidade dos fatores mentais e tranqüilidade da consciência.
paticca-samuppada: Origem dependente; Surgimento dependente. Um mapa mostrando a forma como os agregados (khandha) e as bases dos sentidos (ayatana) interagem com a ignorância (avijja) e desejo (tanha) produzindo o sofrimento e estresse (dukkha). Como as interações são complexas, existem várias versões diferentes do paticca-samuppada nos suttas. No mais comum, o mapa inicia com a ignorância. Em um outro, o mapa inicia com a inter relação entre mente (nama) e forma (rupa) de um lado, e consciência (viññana) do outro.
patimokkha: O código básico de disciplina monástica que consiste de 227 regras para monges (bhikkhus) e 310 regras para monjas (bhikkhunis). Veja Vinaya..
patipatti: A prática do Dhamma em oposição ao mero conhecimento teórico (pariyatti). Veja também pativedha.
pativedha: Realização direta, em primeira mão da verdade do Dhamma. Veja também pariyatti e patipatti.
peta: Um fantasma faminto - um de uma classe de seres dos reinos inferiores, às vezes capazes de aparecer para os seres humanos. Os petas são freqüentemente representados na arte Budista como seres famintos com bocas do tamanho de um alfinete através da qual eles nunca conseguem fazer passar alimento suficiente para saciar a sua fome.
phala: Fruto, fruição. Especificamente, o fruto ou estado mental que segue após alcançar um dos quatro caminhos supramundanos (veja ariya-pugala ).
phra: (Tailandês) Venerável. Usado como prefixo ao nome de um monge (bhikkhu).
piti: Êxtase. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). Na meditação, uma sensação prazerosa no corpo que alcança plenitude com o desenvolvimento do segundo jhana. Veja sukha.
puja: Honra; respeito; observância devocional. Mais comumente, as observâncias devocionais que são praticadas nos monastérios diariamente (pela manhã e noite), nos dias de uposatha, ou outras ocasiões especiais.
puñña: Mérito; a sensação interior de bem estar que resulta de ter agido corretamente ou bem, e que possibilita a que alguém continue agindo bem.
puthujjana: Um dos muitos; um "mundano" ou pessoa comum. Uma pessoa comum que ainda não realizou nenhum dos quatro estágios da iluminação. Veja ariya-puggala.


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Q


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R

raga: Cobiça, paixão. Veja os sinônimos lobha e tanha
rupa: Forma; fenômeno físico; objeto sensorial. O significado básico dessa palavra é "aparência" ou "forma". É usada no entanto, em um número de contextos distintos, adotando diferentes graduações de significados em cada um deles. Nas listas dos objetos dos sentidos, é dada como o objeto do sentido da visão. Como um dos khandha se refere a fenômeno físico ou sensações (aparência visível ou forma sendo as características que definem o que é físico). Esse também é o significado quando se opõe a nama, ou fenômeno mental.


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S


sacca: Verdade. As Quatro Nobres Verdades (aryia-sacca) são o resumo mais sintético de todos os ensinamentos do Buda. Elas são a verdade do sofrimento (dukkha), da origem (tanha) do sofrimento, da cessação (nibbana) do sofrimento e do caminho (magga) que conduz à cessação do sofrimento.
saddha: Convicção, fé. É dito que um Budista tem fé se “ele acredita na iluminação do Buda” (MN 53); ou nas três jóias (tiratana), através da toma de refúgio (tisarana) nelas. A sua fé no entanto deve ser “equilibrada e fundamentada no entendimento” e ele deve investigar e testar o objeto da sua fé (MN 47). A fé no Budismo não está em conflito com o espírito inquisitivo e a “dúvida com respeito a coisas duvidosas” é admitida e a sua investigação é encorajada. A “faculdade da fé” (saddhindryia) deve ser equilibrada com a da sabedoria. É dito que: “Um bhikkhu que tem entendimento estabelece a sua fé de acordo com esse entendimento.” Através do entendimento e sabedoria, a fé se transforma em certeza ínterior e firme convicção baseada na própria experiência pessoal. A fé é chamada de a semente de todos os estados benéficos porque ela inspira a mente com confiança e determinação para iniciar a travessia da correnteza do samsara. A fé inabalável é alcançada com o estágio de ‘entrar na correnteza’ (sotapanna) no qual o grilhão da dúvida é erradicado.
sadhu: (exclamação) "Isso é bom"; uma expressão que demonstra apreciação ou concordância.
sagga: Paraíso, reino divino. A morada dos devas. Se diz que o renascimento no paraíso é uma das recompensas para a prática da generosidade (veja dana) e virtude (veja sila). Porém, como todos os estágios no samsara, o renascimento no paraíso é temporário. Veja também sugati.
sakadagami: ‘Que retorna uma vez’. Uma pessoa que abandonou os primeiros três grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana) , enfraqueceu os grilhões da paixão sensual e má vontade, e que após a morte está destinado a renascer neste mundo somente uma vez mais.

sakkaya: grupo existente. Esta palavra de forma usual é interpretada como ‘identidade’, mas de acordo com os comentários ela corresponde a sat-kaya, grupo existente. Nos suttas é tomada como um nome para os cinco grupos da existência (khandhas)
sakkaya-ditthi: Crença na identidade, idéia da existência de um eu. A idéia que erroneamente identifica qualquer um dos khandha como um "eu"; o primeiro dos dez grilhões (samyojana). O abandono de sakkaya-ditthi é uma das marcas do nível de ‘entrar na correnteza’ (veja sotapanna). Existem 20 tipos de idéias da existência de um eu, que são obtidos ao aplicar os 4 tipos de crença aos 5 khandha. Os quatro tipos de crença são: considerar a forma como sendo o eu; considerar o eu como possuído de forma material; considerar a forma material como estando no eu; considerar o eu como estando na forma material. O mesmo com as sensações, percepções, formações mentais e consciência.
sakyamuni: "Sábio dos Sakyas"; um epíteto para o Buda.
sakya-putta: Filho do Sakya. Um epíteto para os monges Budistas, tendo sido o Buda um nativo de Sakya.
sallekha-dhamma: Tópicos de aniquilação (aniquilando as contaminações) – ter poucos desejos, estar satisfeito com o que tem, isolamento, não se envolver com companhias, energia, virtude (veja sila), concentração, sabedoria, libertação, e o conhecimento e visão da libertação.
samadhi: Concentração; a prática de centrar a mente em um único objeto de meditação. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). A Concentração Correta (samma-samadhi) que é o último elo do Nobre Caminho Óctuplo (magga) é definida como as quatro absorções mentais (jhana). Em um sentido mais amplo, também compreende estados de concentração mais débeis e está associada a todos os estados de consciência com kamma benéfico (kusala). A concentração incorreta (miccha-samadhi) é a concentração associada com todos os estados de consciência com kamma prejudicial (akusala).
samana: Contemplativo. Literalmente, uma pessoa que abandona as obrigações convencionais da vida social de forma a encontrar uma forma de vida "em sintonia" (sama) com o estilo da natureza.
samanera (samaneri): Literalmente um samana pequeno; um monge (monja) noviço que observa dez preceitos e que é um candidato para admissão na ordem dos bhikkhus (bhikkhunis). Veja pabbajja.
sambhavesin: (Um ser) buscando por um lugar para renascer.
sammati: Realidade convencional; convenção; verdade relativa; suposição; qualquer coisa criada pela mente.
sampajañña: plena consciência; clara compreensão. Os comentários analisam quatro tipos: (1) plena consciência do propósito, discernir um propósito benéfico na ação intencionada; (2) plena consciência da adequação dos meios utilizados, discernir que os meios utilizados para alcançar os objetivos são adequados; (3) plena consciência do domínio, não abandonar o objeto da meditação durante a rotina diária; (4) plena consciência como não delusão, discernir que as próprias ações são processos condicionados desprovidos de um eu substancial. Veja sati.
samsara: Transmigração; o ciclo de morte e renascimento. Veja vatta.
samvega: A opressiva sensação de choque, consternação e alienação, que surge ao se dar conta da futilidade e falta de sentido da vida da forma como ela é normalmente vivida; uma sensação de culpa pela própria complacência e tolice em ter se permitido viver de maneira tão cega; e um senso de urgência em encontrar uma saída desse ciclo sem sentido.
samyojana (sanyojana): Grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja vatta) – idéia da existência de um eu (identidade) (sakkaya-ditthi), dúvida (vicikiccha), apego a preceitos e rituais (silabbata-paramasa); desejo sensual (kama-raga), má vontade (vyapada); desejo pela forma (rupa-raga), desejo pelos fenômenos sem forma (arupa-raga), presunção (mana), inquietação (uddhacca), e ignorância (avijja). Os cinco primeiros grilhões são também chamados grilhões inferiores porque levam ao renascimento no reino da esfera sensual.
sanditthiko: Óbvio; aparente imediatamente; visível no aqui e agora. Um epíteto para o Dhamma.
sangha: No nível convencional (sammati), este termo denota a comunidade de monges e monjas Budistas; no nível ideal (ariya), denota aqueles discípulos do Buda, leigos ou ordenados, que alcançaram pelo menos o nível de ‘entrar na correnteza’ (veja sotapanna), o primeiro dos caminhos transcendentes (veja ariya-pugala) culminando no nibbana. Recentemente, particularmente no Ocidente, o termo "sangha" tem sido popularmente adaptado para comunicar o sentido mais amplo da "comunidade de discípulos do caminho Budista", embora essa utilização não tenha suporte no Cânone em Pali. O termo "parisa" pode ser mais adequado para esse significado muito mais amplo.
sankhara: Formação, composto, criação, fabricação – as forças e fatores que criam as coisas (física ou mental), o processo de criação, e as coisas que são criadas como resultado. Nesse sentido também pode ser interpretado como a dualidade sujeito/objeto. Sankhara pode se referir a qualquer coisa formada ou criada por condições, ou, mais especificamente, (como um dos cinco khandhas) formações mentais.
sañña: percepção; alusão; ato da memória ou reconhecimento; interpretação. Veja khandha.
sanyojana: Veja samyojana.
sasana: Literalmente, "mensagem". A revelação, doutrina e legado do Buda; a religião Budista (veja Dhamma-vinaya).
sati: Atenção plena, poderes de referência e retenção. É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga) e o sétimo elo do Nobre Caminho Óctuplo (magga) e é no seu sentido mais amplo um dos fatores mentais associados de forma inseparável com toda consciência com kamma benéfico (kusala). Em alguns contextos, a palavra sati, quando usada só, também abrange vigilância (sampajañña)
satipatthana: Fundamentos da atenção plena; estrutura de referência – corpo, sensações, mente e objetos mentais, vistos em e por si mesmos à medida em que ocorrem. A descrição detalhada deste tema, tão importante na prática da cultura mental Budista pode ser encontrada nos dois Satipatthana Suttas (DN 22 e MN 10).
sa-upadisesa-nibbana: Nibbana com combustível restando (a analogia é com um fogo extinto cujas brasas ainda estão incandescentes) – liberação experimentada nesta vida por um arahant.
savaka: Literalmente, "ouvinte". Um discípulo do Buda, especialmente um discípulo nobre (veja ariya-puggala.)
sayadaw: (Birmanês). Venerável ancião; um título honorifico concedido a um bhikkhu Birmanês altamente respeitado.

sekha: um ‘nobre discípulo’, um discípulo no treinamento mais elevado, isto é um discípulo que se dedica ao treinamento tríplice (virtude, concentração e sabedoria), é um dos sete tipos de discípulos: que alcançaram um dos quatro caminhos supramundanos ou um dos três frutos, aquele que alacançou o quarto fruto, que é o arahant, se diz ter superado o treinamento.
sikkhati: aprender, treinar

sila: Virtude, moralidade. A qualidade de pureza ética e moral que previne que alguém decaia do caminho óctuplo. Também, os preceitos de treinamento que refreiam alguém de realizar atos inábeis. Sila é o segundo tema no treinamento gradual (veja anupubbi-katha), um dos dez paramis, o segundo de sete tesouros (veja dhana), e o primeiro dos três fundamentos para atos meritórios (veja dana e bhavana).
sotapanna: Aquele que Entrou na Correnteza ou Venceu a Correnteza. Uma pessoa que abandonou os primeiros três grilhões que aprisionam a mente ao ciclo de renascimentos (veja samyojana) e dessa forma entrou na "correnteza" fluindo inexoravelmente para nibbana, com a garantia de que a pessoa terá no máximo mais sete renascimentos.
stupa (Pali: thupa): Originalmente, um túmulo ou colina com uma sepultura guardando as relíquias de uma pessoa santa – tal como o Buda – ou objetos associados com a sua vida. Ao longo dos séculos isso se desenvolveu nos monumentos altos e espiralados familiares nos templos na Tailândia, Sri Lanka e Birmânia; e nos pagodes da China, Coréia e Japão.
sugati: Destinação feliz; os dois níveis de existência mais elevados em que alguém pode renascer como resultado de ações hábeis feitas no passado (veja kamma): renascimento no mundo humano ou nos paraísos (Veja sagga). Nenhum desses estados é permanente. Compare com apaya-bhumi.
sugato: Que se saiu bem; indo (ou tendo ido) para uma boa destinação. Um epíteto para o Buda.
sukha: felicidade. Na meditação, uma sensação mental prazerosa que alcança plena maturidade com o desenvolvimento do terceiro jhana. Veja piti.

suññata: vazio. Como termo doutrinário, no Theravada, se refere exclusivamente à doutrina de anatta isto é, a falta de substância em todos os fenômenos
sutta (Skt. sutra): Literalmente, "corda"; um discurso ou sermão do Buda ou seus discípulos contemporaneos. Após a morte do Buda os suttas foram transmitidos no idioma Pali de acordo com uma bem estabelecida tradição oral, e foram finalmente colocados na forma escrita no Sri Lanka por volta de 100 AC. Mais de 10.000 suttas estão contidos no Sutta Pitaka, o principal conjunto de escrituras do Budismo Theravada. Os suttas em Pali são amplamente considerados como o registro mais antigo dos ensinamentos do Buda.


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T

tadi: "Tal," um adjetivo para descrever aquele que atingiu o objetivo. Indica que o estado da pessoa não pode ser definido, porém não está sujeito a mudanças ou influências de qualquer tipo.
tanha: (Tr. lit. sede) Desejo. Pela sensualidade, por ser/existir, ou por não ser/existir (veja bhava). É a causa principal do sofrimento e do interminável ciclo de renascimentos, veja sacca. Veja os sinônimos lobha e raga .
tapas: O "calor" purificador da prática de meditação.
tathagata: este é o epíteto que o Buda empregava com mais freqüência para referir a si mesmo. Tatha significa assim ou tal; a segunda parte agata significa vir. No entanto a palavra gata significa ir. Há muito debate se o significado de tathagata é "assim ido (tatha-gata)" ou " assim vindo (tatha-agata)". O tathagata está totalmente presente ou ele se foi totalmente? Ele é completamente imanente ou transcendente? Talvez a melhor interpretação é que tathagata significa ambos, completamente imanente, compassivo, sintonizado em todas as coisas, completamente atento e ao mesmo tempo transcendente, dotado da sabedoria transcendente. Por outro lado, os comentadores em Pali explicam o tathagata como aquele que veio para o nosso meio trazendo a mensagem do imortal, para o qual ele “foi” através da sua própria prática do caminho

te-vijjha: os três conhecimentos verdadeiros: conhecimento das vidas passadas, olho divino e destruição das impurezas.
than: (Tailandês; também "tan") Reverendo, venerável.
thera: "Ancião." Um título honorifico que é conferido a um bhikkhu com pelo menos dez anos como bhikkhu. Compare com mahathera.
theravada: A "Doutrina dos Anciãos" – a única das primeiras escolas de Budismo que sobrevive até o presente; atualmente é a forma de Budismo dominante na Tailândia, Sri Lanka e Birmânia. Veja também Hinayana.
ti-lakkhana: Três características inerentes a todos fenômenos condicionados – impermanência, sofrimento e não-eu.
tipitaka (Skt. tripitaka): O Cânone Budista; literalmente os três "cestos" – regras de disciplina (Vinaya), discursos (Sutta) e tratados de filosofia (Abhidhamma).
tiratana: A "Jóia Tríplice" consistindo do Buda, Dhamma e Sangha – ideais nos quais todos Budistas buscam refúgio. Veja tisarana.
tisarana: O "Tríplice Refúgio" – o Buda, Dhamma e Sangha. Veja tiratana.


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U

uddhacca: inquietação, desassossego. É um dos dez grilhões (samyojana) e um dos cinco obstáculos (nivarana).

ugghatitaññu: De rápido entendimento. Após o Buda ter alcançado o Despertar, estava considerando se devia ou não ensinar o Dhamma, ele percebeu que havia quatro categorias de seres: aqueles de rápido entendimento, que alcançariam o Despertar depois de uma breve explanação do Dhamma, aqueles que alcançariam o Despertar somente após uma longa explanação (vipacitaññu); aqueles que alcançariam o Despertar apenas após serem conduzidos através da prática (neyya); e aqueles que, ao invés de alcançar o Despertar, obteriam na melhor hipótese um entendimento intelectual do Dhamma (padaparama).
upadana: Apego. O apego é uma intensificação do desejo, tanha. Os quatro tipos de apego são: à sensualidade, às idéias, a preceitos e rituais e a idéias da existência de um eu.

upadhi: aquisições, tem o sentido literal de “aquilo sobre o que algo se apóia”, isto é, os fundamentos ou parafernália da existência. A palavra tem tanto um sentido objetivo como subjetivo. Com o sentido objetivo significa as coisas adquiridas, isto é, as posses da pessoa. Com o sentido subjetivo significa a ação de se apropriar de algo com base no desejo.

upakkilesa: A palavra upakkilesa é usada algumas vezes com o sentido de máculas ou imperfeições da meditação de concentração; algumas vezes com o sentido de máculas ou imperfeições no insight (veja vipassanupakkilesa); e algumas vezes significando máculas menores que surgem à partir das três raízes prejudiciais – desejo, raiva e delusão – nessas formas ou nos seus desdobramentos.
upasampada: Aceitação; ordenação completa como um bhikkhu ou bhikkhuni. Veja pabbajja.
upasika (upasaka): Um discípulo feminino (masculino) leigo do Buda. Compare com parisa.
upekkha: Equanimidade, a atitude de imparcialidade desapegada com relação aos seres (não apatia ou indiferença). É um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). Uma das dez perfeições (paramis) e uma das quatro "moradas divinas" (brahma-vihara).
uposatha: Dia de observância, correspondendo às fases da lua, no qual pessoas leigas Budistas se reúnem para ouvir o Dhamma e observar preceitos especiais. Nos dias de uposatha da lua nova e lua cheia os monges se reúnem para recitar as regras do Patimokkha.


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V

vassa: Retiro das Chuvas. O período de Julho a Outubro, que corresponde aproximadamente à época de chuvas, em que se requer que cada monge permaneça vivendo em um só lugar sem perambular livremente.
vatta: O ciclo de nascimento, morte, e renascimento. Isto denota ambos a morte e renascimento de seres vivos e a morte e renascimento das contaminações (kilesa) dentro da mente. Veja samsara.

vayama: esforço, empenho. Veja também viriya.
vedana: Sensação – prazer (calma), dor (sofrimento), ou neutra. Veja khandha.
vicara: Avaliação; pensamento sustentado; pensamento discursivo. Na meditação, vicara é o fator mental que permite que a atenção se desloque e se movimente em relação ao objeto. Vicara e o seu fator acompanhante vitakka alcançam plena maturidade com o desenvolvimento do primeiro jhana. Vitakka é comparado com a ação de tocar um sino enquanto que Vicara equivale à ressonância produzida.

vicikiccha: dúvida, ceticismo. É um dos cinco obstáculos (nivarana) e um dos três grilhões (samyojana) que desaparecem completamente ao ‘entrar na correnteza’ (sotappana).

vijanati: discernimento, conhecimento discriminador.
vijja: Conhecimento verdadeiro ou superior. Por exemplo te-vijja, os três conhecimentos verdadeiros. Esta é uma palavra que tem distintas conotações no Cânone e nem sempre como o antônimo de avijja. O antônimo de avijja em geral é ñana.
vijja-carana-sampanno: perfeito no verdadeiro conhecimento e conduta. Um epíteto para o Buda.
vimutti: Libertação. Pode ser de dois tipos: libertação da mente (ceto-vimutti) e libertação pela sabedoria (pañña-vimutti).

vimokkha: Libertação, como os seres se libertam das coisas do mundo. Há três libertações: animitta na qual todas as formações são consideradas como impermanentes, appanihita na qual todas as formações são consideradas como sofrimento, suññata na qual todas as formações são consideradas como não-eu ou vazias.
vinaya: A disciplina monástica, compreendendo seis volumes no texto impresso, cujas regras e tradições definem cada aspecto do modo de vida dos bhikkhus e bhikkhunis. A essência das regras para os monásticos está contida no Patimokkha. A conjunção do Dhamma com o Vinaya forma o núcleo da religião Budista: "Dhamma-vinaya" - "a doutrina e disciplina" – é o nome que o Buda deu ao moveimento que ele fundou.
viññana: Consciência; o ato de notar os objetos sensoriais e idéias na medida em que eles ocorrem; a cognição mais elementar dos objetos sensoriais e idéias; uma qualidade mental que é um dos cinco agregados (veja khandhas). Em alguns suttas viññana aparece como sinônimo de citta e mano. O progresso de viññana de uma vida para outra, transformando (de acordo com o kamma individual) a vida do ser (após a morte) para a vida seguinte, está expressa em alguns suttas, no entanto a idéia de que se trata de uma substância imutável é rejeitada e condenada de forma enfática.

vipallasa: distorções, perversões ou alucinações que podem ocorrer na percepção, (sañña-vipallasa), na mente, (citta-vipallasa), ou nas idéias, (ditthi-vipallasa). As distorções podem ser de quatro tipos: considerar o impermanente como permanente, o doloroso como prazeroso, aquilo que não é o eu como o eu, e aquilo que é feio ou impuro como belo ou puro.
vipaka: A conseqüência e o resultado de cada ação volitiva do passado (kamma).
vipassana: ‘insight’, é o discernimento intuitivo claro que revela a verdade da impermanência, o sofrimento e a natureza insubstancial de todos os fenômenos físicos e mentais (veja ti-lakkhana). O conhecimento do insight (vipassana-pañña) é o fator libertador decisivo no Budismo, embora ele tenha que ser desenvolvido em paralelo como os outros dois elementos de virtude (sila) e concentração (samadhi). O Insight não é o resultado da mera compreensão intelectual, mas é conquistado através da meditação observando de forma direta os próprios processos mentais e corporais. Veja também abhijanati
vipassanupakkilesa: Máculas ou imperfeições no insight; experiências intensas que podem ocorrer ao longo da meditação e que podem levar alguém a acreditar que completou o caminho. A lista padrão inclui: luzes, conhecimento psíquico, êxtase, serenidade, prazer, convicção extrema, esforço excessivo, obsessão, indiferença e contentamento.

viraga: desapego. Através do desapego é realizado o caminho supramundano. O fruto do desapego é vimutti. Veja nibbida.
viriya: Energia, virilidade, persistência. Uma das dez perfeições (paramis), um dos sete fatores da iluminação (bojjhanga). Veja também vayama.
visakha (também Vesakha, Vesak, Wesak, etc.): O antigo nome para o mês lunar Indiano da primavera correspondendo ao nosso Abril-Maio. De acordo com a tradição, o nascimento do Buda, Despertar, e Parinibbana todos ocorreram na noite de lua cheia do mês de Visakha. Esses eventos são comemorados nesse dia no festival do Visakha que é celebrado anualmente em todo o mundo do Budismo Theravada.
vitakka: Pensamento aplicado. O pensamento pode ser benéfico, prejudicial ou neutro sob o ponto de vista de kamma. Existem três tipos de pensamentos prejudiciais ou inábeis (akusala): pensamentos sensuais, pensamentos com raiva e pensamentos com crueldade. Existem três tipos de pensamentos benéficos ou hábeis: pensamentos de renúncia, de não raiva e não crueldade. Estes últimos três constituem o ‘Pensamento Correto’ que é o segundo elo do Nobre Caminho Óctuplo. Na meditação, vitakka é dar atenção a um pensamento. Sua característica consiste em fixar a consciência no objeto. Vitakka e o seu fator acompanhante vicara alcançam plena maturidade com o desenvolvimento do primeiro nível de jhana. Vitakka é comparado com a ação de tocar um sino enquanto que Vicara equivale à ressonância produzida.

viveka: afastamento. O afastamento pode ser de cinco tipos: (i) em relação a um aspecto em particular (temporário, através da prática de insight); (ii) através da supressão (temporário, ao alcançar os jhanas); (iii) através da erradicação (permanente, através do caminho supramundano); (iv) através do apaziguamento ( permanente, através do fruto do caminho supramundano); (v) através da escapatória (permanente, em Nibbana).

vyapada: má vontade, é um sinônimo de dosa; é um dos cinco obstáculos (nivarana) e um dos dez grilhões (samyojana)


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W


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XYZ

yoniso manasikara: atenção com sabedoria é descrita como a atenção com os meios corretos (upaya) e na direção correta (patha). É explicada como diligência, consideração ou preocupação mental que está de acordo com a verdade, isto é, atenção para com aquilo que é impermanente como impermanente, etc. (veja manasikara).


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Os Povos do Norte, Germânicos e Romanos e a formação da Europa Ocidental





Lagertha (Hladgerd) - a dama do escudo (skjaldmö) - descrita pelo historiados dano Saxo Grammaticus


Os chamados Povos do Norte - os Nórdicos, são os Anglos, Saxões, Jutos, Danos e outros tantos a que se aplicar o termo povo em separado seria questionado por alguns estudiosos (suecos e noruegueses e em certa medida também os finlandeses - todos esses nomes são modernos e de aplicação questionável)...A Ilha - terra - do Gelo, Iceland, Islândia, é um dom dos vikings em suas rotas de comércio. 
Os diversos idiomas entre esses povos era aparentado e de certa forma inteligível com esforço entre sí.
Muitos Povos Germânicos, como os gotos, francos, alamanos, vândalos, cimbros, marcomanos, etc... também tinham similaridade religiosa e comportamental com esses povos do norte - o Anel dos Nibelungos é um choro familiar dos francos, dos gotos, etc e o Anel foi jogado no rio Reno.
Algumas vagas de germânicos apareceram e foram habitar dentro das fronteiras do Império do romanos prematuramente, logo após os povos celtas - keltoy - da Gália serem atacados pelas legiões imperiais. Eram levas de godos - gotos - gutar (povos dos heróis - os espalhadores de sementes) e afins.
O Império após o imperador Adriano iniciou o recuo lento e constante do extremo para dentro que marcou aceleração violenta com o ataque dos Hunos da Tartária, das estepes de antes do polo Norte e além da Grande Muralha do Imperador Qin na Qina (China - o Reino de Qin, o Chin - o unificador dos reinos e fundador do reino do meio no centro do mundo).
Essas levas ou hordas tartáricas são as mesmas que levaram Timogin, o Gengis, o grande Kão (Kan), o Kan dos Kãns a fazer o maior império em terras continuas da história humana. Foram essas hordas que levaram os descendentes do Gengis Kan a fundar o grãoMogol na Índia dos Bhramanes e foram essas levas sob o nome de cossacos que aterrorizaram Paris depois da derrota de Napoleone Buonaparte - Napoleão Bonaparte. 
Essas mesmas hordas, que ameaçaram a península européia, a salvaram quando o Kão Tamerlão, da descendência do Gengis, venceu e aprisionou o sultão dos Turcos também tartaricos, o Bazajé - o Relâmpago....Tamerlão, o impiedoso, que dizem ter erigido uma pirâmide de cabeças humanas em Bagdad 'entre os rios', ao aprisionar o sultão Relâmpago - meio turco, meio grego - atrasou em 50 anos a queda de Constantinopla, erguida pelo imperador Constantino entre a Europa e a Asia do Médio Oriente, sobre a cidade grega de Bizancio... 
As hordas não atacaram no inicio com força alarmante. Consta a tradição que os povos das estepes - baixos, atarracados, e os melhores cavaleiros arqueiros da história da humanidade, só na primeira guerra grande mundial os exércitos ocidentais e outros passaram a ser mais velozes que as hordas dos Kans - faziam uma propaganda psicológica que visava quebrar a capacidade de resistência do inimigo. Os relatos das atrocidade eram tantos, que os povos se rendiam pelo medo do extermínio. Contam alguns que a peste Negra dos Ratos, surgida no oriente extremo, foi lançado através do cimo das muralhas européias sitiadas pelos povos das estepes, como uma guerra química antes dos tempos modernos, e esse ato matou 1/3 de todos os habitantes da Europa, que só se recuperou populacionalmente nos tempos da Revolução Francesa...

Atila - o Atli do Anel dos Nibelungos - líder dos Hunos, foi criado, possivelmente como refém, pelos romanos dentro do Império. O terror provocado por Atila adulto, chamado o flagelo dos deuses e dos homens, o castigo, a praga - precipitou povos inteiros contra o Império. Esses povos em fuga romperam fronteiras em todos os lados do Império - Nem a vitória nos Campus Catalaúnicos  do General Romano Aécio e do rei godo Teodorich sobre Átila - foi capaz de impedir que a emigração forçada para dentro implodisse a burocracia central do Império dos Romanos. Imperadores pela primeira vez morreram em combate, primeiro diante dos Partos no Médio Oriente - numa vingança tardia pelas derrotas em Platea, Salamina, Granicus, etc - e mesmo dentro de Roma, que foi vencida pelas armas de uma maneira que Aníbal Barca (também Relâmpago ou raio, como o seria o sultão Bazaje) nunca conseguiu...Roma foi saqueada, e depois conquistada e ao final reduzida a uma população de 10 a 20 menor que no auge. Antes de cair, as legiões se retiraram de todos os lugares do mare-nostrum. Saíram das ilhas dos Britanicos - fazendo surgir os tempos de Arthur Pendragon - Se retirando do Reno e das Gálias, possibilitando aos francos germânicos construírem as Francias, a Ocidental foi a França Moderna, a Oriental, Austrásia, foi a Alemanha. Se retirando da península das Hespérides (Espanha) jogou nas mãos dos celtas e godos que lá ficaram a tarefa de  lutar contra os mouros por séculos e o surgimento do primeiro estado nacional europeu moderno ao redor do Porto das Galias (Portugal) nos estremos ocidentais das Hespérias- Hesperides (será que para os gregos os pomares de maças encantadas ficavam por lá? No sul das Hesperias, entre a Europa e a Africa se erguiam as colunas que Hercules abriu para separar os continentes e que depois o general mouro Iabr al Tarik deu o nome de Gibraltar - a Montanha de Tarik).
As ditas "Invasões Barbaras" foram em realidade deslocamentos de levas/hordas, povos inteiros contra o centro do Império e só diminuíram o ritmo quando os vikings fundaram em partes da Bretanha Gaulesa Continental, no governo vigente da Francia Ocidental, o reino dos Normandos - esses mesmo normandos derrotaram os anglo-saxões (que derrotaram os povos celtas de Arthur Pendragon) em Hastings, no sul da antiga ilha dos bretões. Os Vinkings da Normandia jogaram os celtas em definitivo para os Gales da ilha grande dos bretões, para a outra Ilha (Eri - Irlanda) e para o alem das muralhas de Adriano, para o além ou pouco aquém das Highlands, as frias terras do Norte. Aos saxões e anglos os Vikings da Normandia tomaram seus castelos e terras e fizeram do latin sujo de alemão e celta falado na Gália (o que hoje se chama francês) dos francos, a língua oficial dos documentos Ingleses até os tempos da rainha Elizabeth Tudor.
As ditas "Invasões Barbaras" só cessaram quando os Turcos, saídos ha séculos das estepes, e seus aliados do Médio Oriente romperam as Muralhas de Nova Roma - outro nome de Constantipla, uma cidade de muitos nomes (Bizancio, Nova Roma, Constantinopla, Stambul) - e cercaram Viena. Salva por Sobieski, rei dos poloneses em terra. Por mar, a Europa foi salva décadas antes por Don João de Áustria, em Lepanto. Depois disso tudo a Europa não foi mais agredida por povos de além e tirou em definitivo a paz do mundo pelos próximos 350 anos.
Os Povos do Norte e os Germânicos eram caucasianos, mais altos que os Romanos e Gregos e normalmente mais claros tanto na pele, quanto nos cabelos e nos olhos...

Pórunn (THorunn) ficticia dama do escudo - skjaldmö - da série de TV Vikings

Em contrapartida ao menor avanço tecnológico em relação aos Romanos - a arquitetura Romana só foi superada pelas nações surgidas da mistura de nórdicos, germânicos, celtas e latinos no renascimento, perto da destruição das muralhas de Constantinopla, 800 anos depois dos tempos de Arthur Pendragon - socialmente esses povos eram muito mais avançados que romanos e gregos, principalmente os gregos. Tirando os francos salios e uns poucos, as mulheres gozaram de amplas liberdades, mesmo portando escudos na guerra, numa escala desconhecida mesmo nos dias de hoje (análises de corpos abatidos em alguns campos de batalha na Inglaterra revelam 50% de corpos femininos - damas do escudo - skjaldmö) . Além do avanço de posição das mulheres, o direito entre esses povos era mais justo, como o julgamento por juri de iguais e o rei estava longe de ser sagrado como os gregos e romanos aprenderam com os persas e estragaram seus líderes. De certa forma, quando os povos recém chegados foram assimilados esqueceram seus avanços sociais e repetiram os erros dos romanos e gregos colocando fogo no mundo por séculos a fio até verem a flor da juventude mundial regar com sangue a Europa inteira durante as Guerras Grandes do século XX (morreram milhões de europeus, africanos e asiáticos nos campos da Europa e do mundo nos choques das Grandes Guerras que marcaram a morte da Europa pós Romana - povos americanos - em virtude do morticínio promovido pelos Europeus via pólvora e doenças entre os ameríndios - foram para as Grandes Guerras com tropas predominantemente de descendentes de Africanos e Europeus estabelecidos sobre território ameríndio nas Américas).
O Panteão dos povos do Norte e dos germânicos era aparentado ao dos gregos e romanos antigos, de antes das reformas religiosas promovidas pelo Imperador Constantino. Por séculos o Pontifex Maximus (o Papa), único cargo burocrático salvo no ocidente após a tomada final da antiga capital do Império, lutou contra a crença nos deuses antigos...mesmo com as heresias, como as de Ario, acabou vencendo jogando os nobres e o povo contra as muralhas de Jerusalem nas Guerras Santas dos Cruzados...
Os Povos do Norte nos deram os dias da semana:
Tuesday - TyrDag - o dia de Tyr, deus da guerra
Wednesday - WodansDag - o dia de Wodan, Odin, deus da sabedoria
Thursday - THorrDag - o dia de THorr, deus do trovão, da tempestade
Friday - FriggDag - o dia de Frigg, rainha do Céu, eco da Grande Mãe, nome dado pelos povos do norte a Innana dos sumérios
Os Povos do Norte navegaram do mar Baltico até as terras que hoje chamamos América e lá assentaram pessoas antes dos tempos do latino Colombo cruzar o oceano de Atlas com o dinheiro dos reis da Espanha.
Os Povos do Norte não são um povo antigo...Mesmo seu maior Deus, Odin, o que trocou um olho pela sabedoria, na concepção de muitos autores foi apenas um homem que caminhou ha milhares de anos na terra, liderou povos, fez atos heróicos e depois de morto deificado pelos seus em função de seus méritos. Odin é a face do Herói enquanto deus, e foi além de Akiles (que era apenas filho de uma deusa, um semi-deus), foi Além do Beowulf (que era metade monstro), foi além de Hercules, o Heracles (que filho de Zeus Tonante, também  foi considerado um Deus depois de sofrer e fazer sofrer na Terra)...Odin virou o Rei dos Deuses...foi homem, herói, Deus e Rei dos Deuses e sentiu a vinda do fim do mundo no Götterdämmerung, o Crepúsculo dos Deuses, o Ragnarok...

as origens da Magia



Merlin na série televisiva


A magia nasceu quando os primeiros homens homo-sapiens caminharam sobre a Terra...As outras espécies humanas nunca olharam para o céu e se perguntaram o que seriam aquelas luzes durante a noite ou o porque do braseiro do Sol...aliás se o Sol tinha um nome, não seria em maiúsculo como uma entidade, mas em minúsculo, como mais uma coisa num mundo que não tinha um porque e nem importava o porque...
Somente com os sapiens vieram as pinturas corporais, os adereços de corpo e as roupas mais para enfeitar do que proteger...e vieram as perguntas e vieram os deuses, e as perguntas continuaram e nunca mais cessaram...




O que seria o que chamamos magia? Se tomamos como origem da escrita as cidades primordiais dos sumérios de entre os rios - mesopotâmia - sabemos que seus sacerdotes eram chamados "Magos" e deles vieram os caminhos do bem e do mau em eterna e harmônica disputa pelo poder do universo...onde a existência só é possível no equilíbrio...no equilíbrio está a humanidade, a realidade simbólica social (coletiva) humana e os sonhos são o chamado para além do universo simbólico aceito..A saída da "caixa" é o Poder (por isso os akeus da helade diziam que Pandora tinha uma caixa e nela estava todo o mau do mundo)...Por isso tão poucos homens foram profetas, pois predizer o mundo é quebrar a realidade, é tentar romper o espaço-tempo...
A Magia é a "Velha Arte", o caminho que uma vez iniciado não pode mais ser abandonado. Toda a pessoa que olhou para o Céu e soube que sua luz não estava ali apenas pela graça dos Deuses, sem saber já estava no caminho da "Velha Arte", o caminho sem volta...E quem está no caminho sempre vai lhe dizer que não valeu a pena seguir, melhor seria ter continuado sem saber, na ignorância da vida "ordinária "...Por isso no filme Matrix os homens estão em sono constante e ilusivo, por isso os homens acordados puseram fogo no Céu...



Os Magos eram os Sacerdotes (os druidas celtas seguiam a frente dos exércitos para abrir caminho para os guerreiros, como vemos nos RPGs modernos de classe) e os caminhos desde o início dos sumérios foram dois: o bem e o mau, a luz e a ausência de luz, Marduk-Ahura Mazda/Ormuz (deus homem) contra Tiamat (a serpente mulher dragão de duas cabeças  - a serpente bíblica que deu o conhecimento e o chaos  aos homens). No popular desenho A Caverna do Dragão está Tiamat-Angra Mainyu/Arimã e O Vingador (Marduk) e Marduk quer retirar os jovens humanos do mundo de sonhos em que Tiamat assombra todo mundo...
Incrível como nós  ocidentais somos apenas sumérios fora do tempo-espaço original. Acreditamos nos mesmos anjos que enfeitam as Ruínas de Babilônia ou Passargada, e o dilúvio da região entre os rios - mesopotâmia - é contado na Bíblia e nos mitos gregos...
O Maior mito mágico, ou o mago por excelência na visão do ocidente é o mito celta do Druida Merlin, que ensinou os segredos para o jovem rei Arthur Pendragon - e Merlin era um sacerdote celta (keltai) na tradição dos tempos da sumeria onde ainda caminhavam os mamutes - e com a queda da civilização antiga nas ilhas bretãs, os cristãos vencedores chamam o mito Merlin de o filho do demônio, como tudo que representava o mundo pagão que O grego-romano Saulo de Tarso denunciou e o imperador Constantino matou em Nikeia (Niceia) em concílio para escolher os livros dos povos do livro que comporiam o Grande Livro que primeiro ficou apenas nas mãos dos monges da religião do imperador e que depois da queda de Constantinopla Gutenbergh imprimiu e Lutero  tirou do latin do imperador e passou para o alemão, o germânico vulgar do mundo, e os seguidores de Lutero, tendo lido o Grande Livro interpretaram de maneira diferente dos sacerdotes do imperador e puseram um fogo no mundo contra os sacerdotes do imperador que até hoje pode ser vistos nas telas de TV, nas campanhas políticas e nas justificativas para intervir na Terra de Salomão ainda parecidas com as que motivaram o morto ha séculos Coração de Leão tentar os muros de Jerusalém contra o Curdo Saladino - rei, sábio, sultão e cavaleiro cavalheiro de honra mesmo entre os francos...
No ocidente, como sabemos desde quando O imperador apóstata Heraclio morreu, a Magia para além do Grande Livro - o livro formado por Constantino dos livros escolhidos entre os livros do Povo do Livro, a Bíblia, o Livro - a Magia para além do Grande Livro foi para o oculto.
Quando tentou ou se suspeitou de tentar sair ou estar ou existir, a Magia para além do Grande Livro, gerou o fogo que queimou os templários e seu grande Mestre na França de Felipe o Belo. Jacques de Moley, granMestre da Ordem do Templo soltou uma maldição de dentro do fogo. A maldição destruiu a dinastia de Valois que permitiu todo o sangue da Noite de São Bartolomeu num século que permitiu duas rainhas reinarem com magos na Europa do Grande Livro juntado por Constantino nos tempos já de um milênio antes...As rainhas eram Catarina de Medicis e Elizabeth Tudor, e seus magos eram respectivamente Nostradamus e Dr. Dree...e Nostradamus profetizou e impressionou o mundo até os dias em que vivemos...
Dizem que mesmo depois de Felipe o Belo, o Templo prosseguiu e que Leonardo, o da Vince, um dia ficou no lugar do incendiado Moley...Dizem que até hoje o Templo existe...assim como ainda lemos sobre o druida Merlin, como ainda tememos as profecias de Nostradamus e como Rasputin - o mago - provocou o extermínio da família do Tzar e a revolução russa...
Hoje vemos nas TVs sucessores dos portentos que Holdini iniciou no século XX, ou Livros de Aleister Crowley que inspiram animes hentay japoneses...
A magia está em todo lugar e quase ninguém a vê, pois continua sendo o caminho da "Velha Arte" e eu também te aconselho leitor a não o seguir...não vale a pena, não valeu...

estátua suméria


estátua suméria


Quem eram os povos do livro?


deusa suméria Innana - senhora das serpentes - em seu aspecto de Ishtar Rainha do Céu...Seria a Venus-Afrodite Original reinando no céu e na terra, antes de ser apeada do poder pelos deuses masculinos. Apolo, o Sol, matou a piton...


Os povos "originais do livro" são provavelmente os semitas e hoje são todos os povos do Médio Oriente para o oeste e os que no Oriente Extremo assim o escolheram.
Esse "Povo que adotou o Livro" (primeiro o Avesta de Zoroastro - o Zaratustra - depois a Bíblia-Talmud e depois também o Corão) são os povos saídos das primeiras cidades da história humana, nascidas entre os rios Tigre e Euphrates...Lá foi o primeiro lugar em nossa moderna visão que a semente caiu no chão e brotou alimento a vista das mulheres  e elas aprenderam !!! Sim, das mulheres vieram as cidades, por isso a deusa Hera Helênica, eco da grande mãe primordial, carrega uma cidade na coroa...ela, irmã de Zeus do Céu e da Trovoada foi a primeira a reinar no universo humano. E quanto aos homens? Os homens eram caçadores coletores e depois de um tempo, o líder deles percebeu que o alimento poderia vir com menos riscos pelas mãos das mulheres que abandonaram a vida nômade para semear a terra e provavelmente domesticar os animais de gado que impulsionaram a civilização ocidental...sim, pois do Médio Oriente vieram todos os animais "domesticados" dignos de nota - suínos, equinos, bovinos, caprinos...- menos os lobos (cães), que acompanharam a humanidade desde os primeiros homens. A agricultura e seus grãos, a pecuária moderna - são dons do Médio Oriente para o mundo - a pecuária e os animais do Médio Oriente depois foram deslocados no mesmo paralelo rumo a mais fértil e inclemente futura Europa e impulsionou nos habitantes dessa região a ociosidade das elites, que provém da abundância de recursos não vista em nenhuma outra parte da Terras - talvez a exceção da Índia e da China - essa abundância e ociosidade das elites geraram as profissões "liberadas" do labor manual e a tecnologia explodiu da roda e do tacape para as viagens espaciais e a microtecnologia moderna...
Voltando aos caçadores-coletores, esses via líder se tornaram guerreiros e tomaram a cidade das mãos femininas e seu líder foi o primeiro dos Reis-Sacerdotes, que do alto do morro ergueram as primeiras cidadelas amuralhadas para se defender do seu próprio povo e depois fizeram uma segunda muralha para defender seu domínio dos guerreiros concorrentes de outras "cidades" que seguiram o mesmo caminho, o caminho gerado pela violência contra o seu semelhante, muito própria da espécie humana. A violência primeiro foi contra as outras espécies animais até as esgotarem ou extinguirem (mamutes,  e outros tantos da mega-fauna), depois a violência foi dirigida contra  as mulheres na tomada das cidades e plantações...depois a violência foi de uma cidade contra a outra...


estátua de Gudeia, governador tardio de Lagash

O líder era o Rei-Sacerdote, que detinha o poder militar advindo do líder de grupo dos primeiros homens, ou de antes dos humanos e detinha o poder religioso. A religião, "a ligação " entre os homens, que gerou os agrupamentos de homo-sapiens mais numerosos que os das outras espécies humanas e sua vitória na Terra (diferente da crença comum - por um longo período histórico muitas espécies de humanos diferentes povoaram a Terra, e o homo-erectus foi a espécie humana que por mais tempo dominou a Terra, não nós...Mas nós, o homo-sapiens, o sapien-sapien, o cromagnon, só nós ficamos sozinhos na Terra no que tange ao gênero humano...todos as outras espécies humanas se foram...A "Ligação " (religião) , provinha do cérebro sapien-sapien capaz de abstracionar, de sonhar, de tornar o mundo relativo e distoante...Ele gerou a fala elaborada, a fofoca...e a fala ao pé do ouvido sobre os segredos dos luzeiros de fogo presos no céu agradou a grupos enormes de pessoas, milhares...Para um comeparativo, grupos de homo-erectus, neandertais, etc...não eram capazes de arregimentar centenas e esse foi o segredo da vitória do homo-sapiens (com cérebro menor que o neandertal, menos resistente e menos forte...) sobre a humanidade não humana...Essa "Ligação " gerou também os palácios no alto dos morros no centro  dos agrupamentos agrícolas de nome cidade...esses palácios no alto do morro são os templos religiosos e as casas dos Reis e até antes da revolução industrial foram as maiores construções na Terra...hoje as grandes construções são elegias aos poderes do capital, que venceram os reis, que venceram por sua vez os sacerdotes...que uma vez Rei-Sacerdote, resolveu que era melhor apenas orar contra o céu e receber ricas oferendas no seu palácio do alto do morro do que se expor ao perigo real do além (a morte) que a sociedade masculina do homo-sapiens vencedor espalhou pela Terra. Os palácios no alto do morro, no centro das cidades são os Zigurats e Acrópoles e dos Reis sacerdotes saíram os Reis Guerreiros, os escribas, os bhramanes, os fariseus e os sacerdotes de Kmet (Egito segundo os posteriores gregos helênicos).

Segundo os mitos, o patriarca dos "Povos do Livro", chamado Abhraão, nasceu em uma das primeiras cidades humanas, Uhr...entre os dois rios, portanto um caldeu...e qual foi a primeira cidade? Essa cidade ainda num tempo que mamutes caminhavam pela Terra (uns 12.000 anos atrás...)? Seria Quish, Eridu, Nipur, Lagash ou Uhruk (no livro semi-ficticio de Anne Rice, a Rainha dos Condenados, a primeira "vampira" - ficção - havia nascido em Uhruk e foi reinar com o cabelo perfumado com uma vela a derreter no alto de sua cabeça em Kmet. Seu suposto esposo foi o Osiris da lenda e Akasha - a Rainha dos Condenados, a "sumeria " (povo dos Reis civilizados), foi Ísis e com base nas história humana, mesmo que os primeiros homens tenham vindo de além do Alto de Kmet, para além do Grande Rio, do Nilo, as primeiras cidades realmente foram entre os Rios Tigre e Eufrates...
Abhraão é o patriarca de todos os povos do livro e seu povo criou as horas, as dúzias, a escrita, o Gilgamesh (versão primordial de Hércules descrito no primeiro documento artístico escrito da história da humanidade), o horóscopo, a magia, os anjos, o dilúvio e o bem e o mau e escreveram o nome dos primeiros deuses...e mais tarde um rei da região, milênios depois do Zigurat, numa das diversas encarnações de Babel - mítica capital da mesopotâmia - região entre os rios - fundada e destruída desde antes ou durante os tempos de Ninrod (o rei caçador dos mitos e lendas) - resolveu "iluminar o mundo" e lhe deu um código nas tábuas...era Hamurabi...o resto é também história...

mais um aspecto da Grande Mãe Primordial, Innana


Samsara, a "roda" e a origem dos bhramanes e dos budistas de Sidharta Ghautama

mesmo entre nós, a imagem do Buda, da lotus, da sabedoria, permanece...mas o nome do golpe fatal de Shaka era "Samsara" e até hoje buscamos em vão fugir da "roda"



Os Bhramanes são a casta superior dos povos indianos...
A India histórica, como todas as civilizações antigas surgiu de assentamentos homo-sapiens na região do Ganges, o grande Rio que passa ao norte do Decão...O Ganges, como o Nilo, o Amazonas, o Rio Amarelo-Azul, o Sena, o Tibre, etc... espalhava nutrientes em suas margens, possibilitando o plantio da terra, a fixação do homo-sapiens numa determinada região e a criação das primeiras proto-cidades da região por parte das mulheres...proto-cidades essas depois tomadas de assalto pelos homens caçadores-coletores, que se tornaram guerreiros e jogaram o mundo nas idades do metal...Curioso, pois a civilização é um dom feminino das deusas das terras tomada à força pelos homens, cultuadores do céu e da trovoada. Até hoje, 10.000 anos depois, a situação das mulheres no subcontinente indiano é precária, sendo discriminadas das mais diversas formas: sofrendo infanticídio, a destruição do seu corpo pelo fogo, a impossibilidade de herdar, etc...mas isso fica para um outro texto...
A região, de clima menos incremente que o Médio Oriente (onde floresceram as primeiras cidades, como Uhr - onde nasceu o "caldeu" Abrahão, patriarca dos povos semitas - e Uhruk), acabou atraindo mais humanos que suas congêneres mais velhas. A proliferação (importação) dos animais domésticos de grande porte (suínos, eqüinos, bovinos)  do Médio Oriente foi menos poderosa que na Europa, embora tivessem "elefantes" estes provavelmente não eram tão numerosos para o trabalho da carga (ou fornecimento de proteínas) na abundância que permitiu o grande salto da Europa...mas verdade seja dita, durante a maior parte da historia da humanidade, a concentração da riqueza econômica e populacional humana nas regiões da India e da China fossem sempre predominantes...Talvez essa riqueza toda também seja um motivos da falta de motivação para sair de suas abundantes regiões demonstradas pelos indianos e chineses antigos (antes do século XIX)....
Provavelmente o número grande de proto-indianos tornou a India  um ponto de salto dos homo-sapiens para o norte da Asia e em direção a Oceania (que era ligada por "pontes" físicas, ístmos antigos que ligavam ilhas hoje isoladas...O certo é que a civilização indiana é muito antiga, mais que a chinesa, e se diziam os inventores da riqueza...Não a toa o GranMogol (um imenso diamante - outro diamante grande na coroa inglesa é o Globo Cullinan achado no Transvaal ) foi descoberto lá e algumas das mais finas jóias da coroa inglesa sejam originadas do subcontinente asiático...
A historia Indiana é permeada de opressão...e a opressão é campo preferido para a passagem de homens santos...Santos foram Asoka e Buda, filhos das elites, escolheram amar o próximo.
O Indiano típico dos tempos de antes de Buda era moreno, quase negro, já com os cabelos lisos apontando para o que ocorreria com os povos do norte (ficaram comuns na China)...Curioso que no mundo moderno, os cabelos que enfeitam as cabeças de grandes beldades do ocidente enriquecido pela revolucão industrial tenham vindo de indianas, que ou venderam seus cabelos, ou doaram, ou tiveram os mesmos "roubados" por traficantes.
Os Povos Árias são originários dessa região do mundo, que inventou os números e os deu aos árabes de presente (e estes espalharam pela europa). Gerou o bhramanismo e o budismos, as duas maiores religiões do Oriente Extremo e muitos dos signos e arquétipos usados no ocidente, pois versões antigas de Venus (a beleza, a mãe ancestral), Zeus (a trovoada, o céu, a chuva que fertiliza a terra, THorr), Ares (a guerra, o principio destruidor) etc..O Panteão indiano é bastante semelhante aos panteões europeus...

Assim como a China, a Índia esta se reerguendo político-financeiramente, e ao se analisar a India pelos séculos, inexiste a recente divisão entre India e Paquistão, são o mesmo povo - um lado professou os cultos ancestrais o outro a religião dos conquistadores fundadores do GranMogol, vindos do norte, que varreram a nobreza da China (o reino do Meio, o reino de Chin - Quin) e da Índia...Os descendentes do Kan ficaram séculos a mais na Índia em relação a China, e foram eles que renderam o subcontinente à Inglaterra do duque de Wellington (vencedor de Napoleão em Waterloo), depois financiaram Ghandi e tiraram os slamitas da Índia Peninsular ...

Voltando aos antigos, eles estratificaram toda a sua sociedade. Depois de oprimir suas mulheres, justificaram os privilégios dos que chegaram antes, ou dos que tinham mais poder em "castas"... Guerreiros, comerciantes, sacerdotes, camponeses...e uma não casta de párias, varridos para o além do social ("shudras" - os intocáveis, os dalits segundo o ativista Jyotirao Phule no século XIX)..
A casta dos sacerdotes letrados deu origem aos bhramanes e estes educaram o povo nos lindos mitos cheios de sabedoria, elevação espiritual e abandono. Também ensinaram todo o mal praticado contra os mais fracos e deram a isso o nome de Karma...para as diversas religiões hinduísticas o sentido de karma (ação) difere... no budismo o karma gerado por boas e más ações gera o "Samsara", a roda cíclica que aprisiona os humanos encarnações afora. A intenção de Buda era retirar o homem da prisão do Samsara extinguindo o karma, finalizando as reencarnações e debitos para jogar a alma humana no paraíso...
Por isso Buda é amado até hoje e o Dalai, o "lama" de Lhasa,  é mundialmente considerado sábio e santo.


Já as outras vertentes do hinduismo original são altamente questionadas nos dias de hoje, visto que são milenares e ficaram presas num tempo que não existe mais e são mais semelhantes aos cultos de Uhruk e de Kmet (antigo Egito) que aos dias de hoje...pois refletem a violência da tomada das proto-cidades, o estabelecimento dos reis-sacerdotes em cidades amuralhadas contra seu próprio povo...
Foi muito positiva a saída do Dalai oLama de LHasa ao final das contas, pois libertou o apostolo de Buda (Sidharta Ghautama) da antiguidade e tornou-o líder mundial na paz e sabedoria entre os seres humanos. Mas a situação das mulheres ainda é precaria, poque a alma de Gendun Drup - o nome do lama reencarnado em todos os dalais de LHasa - ainda não encarnou 
num corpo feminino ou fora do Oriente Extremo?
Mas uma coisa é certa...o budismo das grandes religiões é uma das que mais se modernizou e ainda esta aí depois do milênio.


Trataremos mais sobre esses assuntos em novos textos...

Starters - Lissa Price

Capa 


Starters da escritora Lissa Price, se trata de mais uma obra com temática de distopia juvenil, tanto em voga na literatura atual, depois do sucesso em livros, e filmes de Jogos Vorazes - The Hunger Games, da autora Suzzane Collins.

Mais uma vez a protagonista (
Callie) é feminina (coincidência com Katniss Everdeen de Jogos Vorazes?), e como é comum na ficção americana/inglesa, o (a) herói (heroina) é relutante, quer apenas seguir sua vidinha, mas aí o mundo conspira contra e ele (ela) e segue sem querer contra o mundo estabelecido.
O mundo distópico é futurista e lindamente retratado, com leves semelhanças à HQ que virou filme "Substitutos"(Surrogates) - com Bruce Willis.

O tema - troca ou substituição do corpo, combalido pela velhice, pelas doenças, etc...por um corpo jovem, bonito e em plenas condições físicas, encanta tanto no livro, quanto em nossa fantasia, visto que a realidade da maioria dos seres humanos é habitar um corpo sem todos esses privilégios reunidos. Fora as possibilidades da escolha do corpo ideal, o mundo de Starters é tecnológico, com carros futuristas, roupas que projetam estampas e luzes, smartphones ainda mais modernos que os nossos, sistemas de comunicação mais avançados que o twitter ou facebook, telas que se tornam hologramas, projeções que abandonam a virtualidade para fazer adentrar em seu interior o usuário (algo mais avançado que o "hololens" da Microsoft).

A personagem central é interessante, bonita e aventureira - um pouco poderosa demais em alguns momentos, mas nada que comprometa - e não adota um discurso feminista, embora seja mais forte que os homens em seu entorno.

A leitura é progressiva e estimulante, interessante e gostosa, mesmo para um publico acima da adolescência e que gosta de ficção científica.

Nota 3 de 5, é o primeiro volume de 2, fora mais 4 pequenos ebooks gratuitos de apoio que a Amazon (no meu caso, usuário kindle) disponibiliza gratuitamente, e que auxiliam a contextualizar os 2 livros principais...

Gostei demais, tanto que também lí "Enders", mas trato dele em outro post....



Informações de apoio:


            Lissa Price
                                                     
Autora: Lissa Price, USA
@Lissa_Price


Livros:


Boa leitura...


Quem eram os celtas

guerreiros celtas

Afinal quem eram os celtas (keltoy segundo os romanos)...

Os Celtas, ou keltoys eram povos que se espalhavam pela Europa, a partir do norte da Itália atual até o extremo norte das ilhas britânicas.
Eram povos caucasianos (se é que o termo se aplica a eles), na média mais altos que os romanos, mais claros, com tez indo até a ruiva. 
Embora em termos tecnológicos estivessem aquém dos romanos, em termos sociais eram mais avançados, bastando analisarmos a posição das mulheres, muito melhor que em Roma e infinitamente melhor que na Grécia. 
A cultura celta era muito diversa da romana, tinha uma dieta com forte presença da carne, inclusive de caça (os romanos tinham dieta quase vegetariana, principalmente em seu exército). Possuíam reis que tinham domínio sobre um determinado território...a realiza provavelmente advinha de uma concertação entre as diversas "tribos"se é que esse termo se aplica bem a esses povos...A sociedade se baseava na Família-Clan-Tribo, etc...como mais tarde se observou na Irlanda e na Escócia.
Eram politeístas e seus sacerdotes (Druidas) eram fortemente integrados em sua sociedade.
A influencia celta na Europa Ocidental (até o Reno) foi poderosíssima, e, a despeito de todas as descrições desfavoráveis a eles por parte dos historiadores romanos, acabaram por persistir até hoje entre nós. Adotamos o uso das "calças", as deturpações celtas e germanicas no latin, a presença política feminina precoce entre os povos de língua inglesa, os sonhos e nosso sentimento de não rendição, mesmo diante dos maiores poderes...

                                                           Vercingetorix by Phillipe Faraut


Muitos foram os celtas célebres...Cesar (Caesar) descreveu-os em sua narrativa Commentarii Di Bello Gallico, tendo enfrentado Vercingetorix, herói nacional celta.

                                                                           Boudica

Outra figura celta célebre foi Boudica (Boadicéa), rainha dos essenios das ilhas britânicas...
Arthur, rei mitico e lendario em termos literais (não existe prova de sua existência), marca o fim da resistência celta, que foi forte o bastante para resistir aos romanos, mas que teve de fugir diante da ameaça saxã...
Voltando a Roma...ao final do império (bem após Cesar ter vencido os celtas) a população galo-romana (gaulês é o celta, o keltoi, nas regiões da atual França), já era mais numerosa que a latina original...Essa população gaulesa formou o grosso do povo Frances atual, que curiosamente adota o nome de uma minoria invasora de origem germanica que permaneceu no poder da Gália (nome romano da atual França) até a revolução francesa, mais de mil anos depois do final do imperio romano do ocidente na Gália...
A retirada romana quando da invasão dos bárbaros germanicos e magiares acabou formando as nações européias, frutos no ocidente de populações galo-romanas dominadas por conquistadores germanicos (Bretanha, Francia Ocidental, Espanha, Luzitânia, a Itália desunida pelos próximos mil anos, etc...).
Se olharmos para o mundo atual, notamos que no final os celtas venceram...

Fontes na cultura popular:
As Guerras Galicas de César
Tito Lívio
Vercingetorix
Boudica (Boadicéa)
Rei Arthur e os cavaleiros da távola redonda
Taliesin
Coração Valente (filme)
As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley)
Asterix
Crônicas do senhor da guerra (Bernard Cornwell)
O Senhor dos Anés (Tolkien)

Hermes Trismegistos

De acordo com muitas linhas diferentes de pensamento, Hermes Trismegistos pode ter sido uma pessoa chamada Hermes, o Deus Thot, ou uma Ordem de Iniciados. De acordo com canalizações de Grandes Mestres ele viveu na Atlântida e no Egito antigo durante dois mil anos, aproximadamente. O conhecimento espiritual acima da média no Antigo Egito em grande parte se deve a ele, que foi um dos principais responsáveis pela introdução do ocultismo, astrologia e alquimia aqui no Planeta Terra. Hermes era tão universalista e profundo que foi endeusado por seus seguidores, recebendo o nome de “trismegisto” que significa três vezes grande e de Thot, antigo deus do Egito, conhecido como o escriba dos deuses, por ser considerado um emissário do mundo espiritual. Também devido às suas aspirações científicas e universais ficou conhecido na Grécia como Hermes-Deus da Sabedoria e em Roma como Mercúrio. Sua proposta é tão atual que seus ensinamentos perduram até hoje e forma compilados em dois livros, que são excelentes: “O Caibalion” e “O Divino Poimandres”, um sistema completo de teologia metafísica e filosofia.

A Proposta de Hermes:

A palavra hermético faz alusão a Hermes e a tudo aquilo que é fechado, ou seja, oculto. Como na época nem todas as pessoas estavam prontas para experimentar um conhecimento tão profundo, toda a proposta só era exposta aqueles que desejavam uma vida dedicada a espiritualidade e ao sacerdócio, que no hermetismo se chamam “Os Iniciados”, as pessoas que ainda não despertaram para a evolução espiritual são chamadas de “Profanas” que literalmente, significa aquele que está por fora do templo, ou seja, da pirâmide, que eram os templos do Antigo Egito. Isso quer dizer que somente quem está dentro da pirâmide consegue ver todos os lados dela, quem está por fora se torna superficial e não consegue atingir um grau de profundidade suficiente para tomar conhecimento dos quatro lados da verdade: o corpo, a emoção, a mente e o espírito. Dentro do que chamamos de hermetismo, existem sete leis principais, que basicamente formam toda a filosofia de Hermes:

1) O princípio do mentalismo

“O todo é mente. O universo é mental.”

Tudo o que existe no universo material é fruto da mente de alguém. No universo existem dois elementos básicos: matéria e energia. E a matéria trata-se de energia em estados diferentes de condensação, logo tudo é energia e emite uma determinada vibração.

2) O princípio da correspondência

“ Como em cima, assim embaixo; como embaixo, assim em cima.”

Essa lei hermética está associada diretamente à ressonância. Toda a energia gerada por um ser afeta todos os outros de forma positiva ou negativa. Estamos todos interligados porque nossa origem está na mesma fonte. Estamos aqui embaixo (Planeta Terra), porém viemos da Fonte (Céu), e em essência somos idênticos ao que está em cima e vice-versa. Somos pontos energéticos em constante ressonância com todos os seres, porque fomos (todos os seres vivos) feitos à imagem e semelhança de Deus em termos de energia, só que em uma menor proporção.

3) Princípio da vibração

“Nada repousa, tudo se move, tudo vibra.”

Esse princípio refere-se aos diferentes graus de condensação da matéria. Desde a energia mais sutil, desde o espírito mais leve até a matéria mais densificada, existem diferentes estados energéticos, com freqüências vibratórias diversificadas e velocidades, movimentos e órbitas distintas. Mesmo o que aos nossos olhos parece estático, na verdade está em movimento. Um objeto como uma mesa, por exemplo, é constituído de átomos, existindo uma vibração característica nesses átomos. E tudo se comporta da mesma maneira, movimentando-se, seja uma pedra, uma abelha, uma pessoa, uma molécula ou um planeta. Nada é estático.

4) Princípio da polaridade:

“Tudo é dual; tudo tem dois pólos; tudo tem seu oposto, semelhante e dessemelhante são a mesma coisa; os opostos são idênticos em sua natureza; mas diferentes em grau; os extremos se encontram. Todas as verdades são apenas meias verdades; todos os paradoxos podem reconciliar-se.” Esse princípio fala de oposição. As energias opostas ao extremo na verdade são idênticas, porém desequilibradas como, por exemplo, água fervente e o gelo. São matérias idênticas com polaridades opostas. Por falta de calor a água tornou-se gelo, ou por excesso de calor o gelo tornou-se água fervente. Nos dois casos o fator em comum é o calor, mas a matéria é a mesma. Por falta de amor a humanidade chegou a ignorância. Por excesso de amor a humanidade sairá da ignorância e chegará a sabedoria.

5) Princípio do Ritmo

“Tudo flui, para dentro e para fora; tudo tem suas marés; tudo aparece e desaparece; o movimento pendular manifesta-se em tudo; o limite da oscilação para a direita é a medida da oscilação para a esquerda; o ritmo compensa.”

O princípio do ritmo fala da oscilação entre dois pólos. Podemos observar o ritmo das chuvas, das marés e dos ciclos da natureza. E também em nós seres humanos. Como somos de natureza bipolar, nossa mente tende a oscilar com os pensamentos em ritmo pendular causando confusão mental e emocional. Os iniciados herméticos costumam utilizar técnicas específicas para equalizar a mente, chegando a um ponto neutro de oscilação. Através de técnicas como meditação, yoga, mantras, orações e outras diversas práticas espirituais podemos equilibrar nossos ciclos mentais, neutralizando o ritmo dos pensamentos e encontrando equilíbrio e paz espiritual.

6) Princípio da causa e efeito

“Toda causa tem seu efeito; todo efeito tem sua causa; tudo acontece de acordo com a lei; o acaso não é senão o nome da lei não compreendida; existem muitos planos de causação, mas nada escapa à lei.”

Nada é acidental. Nenhum fio de cabelo cai por acaso. Os detalhes mínimos da lei divina são cumpridos, como se existisse um grande relógio cósmico que regula minuciosamente os resultados de nossas escolhas. Dentro de um universo de milhões de oportunidades sempre selecionamos um caminho a seguir, uma decisão a tomar. Se ouvirmos nossa voz interior, nossa partícula mais parecida com Deus (Eu Superior), a decisão é mais acertada, possibilitando menores “efeitos colaterais”, que acontecem sempre que decidimos com nosso Eu Inferior. Por exemplo, quando decidimos com raiva os resultados são catastróficos e quando decidimos com amor, os resultados são divinos. E muitas vezes choramos pelo leite derramado, e não lembramos de nossas decisões passadas. O Universo leva um tempo para responder aos resultados de nossas escolhas, e muitas vezes o que está acontecendo hoje é resultado de uma escolha de tempos atrás. Por isso é tão importante estar em equilíbrio. Os resultados sempre vêm. A Lei Divina sempre é cumprida e podemos optar em evitar o sofrimento tomando decisões e fazendo escolhas através de nosso Eu Divino. A palavra carma que muitas vezes é mal interpretada, significa simplesmente ação. Qualquer ação tomada por um ser humano, seja positiva ou negativa vai resultar em carma, que pode ser negativo ou positivo, dependendo da intenção. Então podemos dizer que carma é o resultado de qualquer escolha que fazemos através do nosso livre arbítrio. Existir é um carma. Respirar também. Caminhar também o é. Qualquer ação que tomamos é um carma, que sempre afeta alguém ou o ambiente em que vivemos de forma positiva ou negativa. Já a palavra Dharma, que muitas vezes é confundida com o contrário de carma, é uma ação que tomamos para amenizar o sofrimento de todos os seres, levando-os a compreensão de sua natureza divina.

7) Princípio do Gênero

“O gênero está em tudo; tudo tem seus princípios masculino e feminino; o gênero manifesta-se em todos os planos.”

Princípios das polaridades yin e yang. No plano físico, essas forças manifestam-se em todas as coisas. É um princípio universal. Tudo na natureza é dividido em feminino e masculino e essas duas forças precisam de equilíbrio para que juntas atuem, inclusive nos pensamentos, sentimentos e emoções que também apresentam gênero yin ou yang. Quando Buda citava o Caminho do Meio, queria dizer que mantendo o equilíbrio entre Céu e Terra, Alma e Ego, Eu Divino e Eu Terreno atingiríamos o equilíbrio e a iluminação.

Sentimentos Yin Superiores: amor, compaixão, perdão, alegria, cooperação, amor-próprio, aceitação, humildade, suavidade, paz, flexibilidade, sensibilidade, receptividade, abertura, intuição, sensação.

Sentimentos Yin Inferiores: mágoa, depressão, sentimento de rejeição, mau-humor, defesa, medo, insegurança, preocupação, preguiça, baixa auto-estima, culpa, vitimização, carência, auto-piedade, solidão, timidez.

Sentimentos Yang Superiores: poder pessoal, disciplina, assertividade, discernimento, domínio sobre si mesmo, responsabilidade, desapego, paciência, fé, poder de decisão, organização, perseverança, doação, lógica, confiança, co-criatividade, ausência de julgamento.

Sentimentos Yang Inferiores: rigidez, neurose, raiva, violência, ataque, crítica, superioridade, impaciência, ódio, vingança, revan


A Religião dos Druidas

A palavra druida é de origem céltica e, segundo o historiador romano Plínio, o Antigo - está relacionada ao carvalho, considerada uma árvore sagrada. Os druidas foram membros de uma elevada ascendência celta. Ocupavam os trabalhos de juízes, sacerdotes, adivinhos, magos, médicos, matemáticos, astrônomos, alquimistas, etc.

Dominavam quase todas as áreas das ciências exatas, como a matemática, cultivaram a música, a poesia, além de notáveis conhecimentos da medicina natural, fitoterapia e agricultura. Embora possuíssem uma forma de escrita conhecida pelo nome de Ogham, muito parecida com a escrita rúnica, não a usavam para gravar seus conhecimentos.

Após o domínio do cristianismo muito se perdeu das informações históricas daquela maravilhosa civilização, exceto aquilo que permaneceu guardado nos registros de algumas Ordens Iniciáticas, especialmente a Ordem Céltica e a Ordem Druídica. Por isto, muito da história dos Druidas até hoje é um mistério para os historiadores oficiais; sabem que realmente existiram entre o povo Celta, mas que não nasceram nesta civilização.

Esse estudo se inicia aqui, com a tradução de alguns textos acadêmicos de estudiosos renomados a respeito do Druidismo, na história e nos dias de hoje e não pretende concluir, mas fornecer informações a respeito, dessa tão específica casta... Os druidas mostram-nos que sempre podemos rever o passado para melhor aprender o presente. Empenhemo-nos, neste maravilhoso mundo da pesquisa etimológica e histórica.

As fontes de pesquisa de druidismo são praticamente as mesmas dos celtas, com um pouco mais de restrições, pois não encontramos druidas em todas as sociedades celtas, ou seja, são textos medievais, de origem por vezes meramente mitológica, os dados da arqueologia e os relatos romanos. Tradução de Lornnah Carmel - Macalla.

The World of The Druids - Dra. Miranda Green /Ed.Thames Hudson 1997

Sobre a Dra. Miranda Green: Esse ensaio se inicia com textos da renomada Dra. Miranda Green, cuja atividade acadêmica garante idoneidade de opinião. Ela é professora de arqueologia e chefe do SCARAB - Centro de pesquisas Religião, Arqueologia, Cultura e Biogeografia da Universidade de Gales. Autora de vários livros como The Gods of The Celts, Celtic Myths, Celtic World, Dying for The Gods entre tantos, a doutora figura facilmente em documentários sobre os Celtas e produz artigos, sendo os mais recentes: Morrendo pelos Deuses: Sacrifício humano na Idade do Ferro e Europa Romana e "Encontrando os Ancestrais em nosso tempo.

Druidismo Moderno

De acordo com Miranda Green, o reverendo John Ogilvie foi vicário de Aberdeeshire com interesses antiquários. Assim como muitos contemporâneos do século XVIII, Ogilvie erroneamente associou os druidas aos megalíticos. Sua descrição de Arquidruida, no mesmo contexto, é típico do romantismo com o qual os druidas eram vistos pelos antiquários desse período. Ogilvie fez uma amalgama dos escritores clássicos com o idealismo do século XVIII, resultado: um nobre, sábio, venerável, vestido de túnica branca e de barba.

Entre os séculos XVI e XIX na Bretanha e no Continente houve um grande interesse em material antiquário. (NT: esse período no início do século XIX foi chamado de Romantismo, onde o interesse pelo passado, qualquer passado era guiado pela busca de emoção e ilusão de resgate da pureza dos estados iniciais do Homem-Natureza, cria-se o mito do bom selvagem e demais mitos de ingenuidade e pureza existentes no passado e corrompidos no presente). O passado pré-histórico, celtas e druidas, foram objeto de muitos debates.

Antiquários usaram entusiasmadamente referências à literatura clássica como foco inicial do qual eles verteram uma fantasia de atributos e funções druídicas. Em seu extremo, esses aspirantes a druidas atribuíram a eles todas as virtudes, junto com a maioria dos monumentos ancestrais.

Fonte:

The World of The Druids - Dra. Miranda Green

Tradução de Lornnah Carmel


Simbolos da China in Heaven

Carlos Solano

Símbolos apontam caminhos, mostram qualidades de que necessitamos, lembram quem somos e como a vida pode ser mais leve. Símbolos são também objetos que fazem mágica. Atraem a lembrança dos deuses, nos fazem dar a mão ao infinito e nos tornam parte de todas as coisas. Certificam que o Universo é bondade, apesar da confusão humana. Símbolos mostram que a vida é um sonho e, mudando o pensamento, mudamos nosso mundo. Contemplar um símbolo ajuda a arejar a mente, a enxergar e pensar outras coisas, novas e melhores. Símbolos contam histórias, falam de guerreiros e sábios, do valor da natureza e dos elementos, e de como somos parte profunda de tudo isso.

Signos da mudança “Existem quatro formas de mudar para melhor seu destino”, disse um mestre chinês. “A primeira é fazer boas ações, o bem atrai o bem. A segunda é a auto-educação, se aperfeiçoar sempre. A terceira é atrair a boa sorte, pensando positivamente, aprendendo com as situações da vida. A última é cuidar dos nossos ambientes: a casa, a cidade, o planeta.” Na China, essa última parte é feita de muitas maneiras. Uma das formas mais antigas é utilizar sím bolos, pois o conhecimento era passado pela arte, o que permanece até hoje: no guardanapo de papel, que vem com um poema impresso, nas flores simbólicas dos jardins, nas inscrições sagradas na face das montanhas, nos altares espalhados pelas ruas, nos áridos e opressores edifícios hipermodernos. Na China, especialmente, os objetos falam. Temos de ouvir com os olhos e ver com os ouvidos.

Fogo Verão, calor, entusiasmo e irradiação. Todas as imagens de movimento ou dança, pessoas ou animais, trazem consigo uma força de vida: o fogo. Como a pintura do Galo Majestoso (ao lado), um símbolo de elegância, produtividade e inteligência, boa para contemplar logo na entrada do ambiente. Ou da Dança do Leão (acima), ritual chinês que, no ano-novo, exorciza o mal e atrai a boa sorte. Na China, o leão é um protetor e, como escultura, é colocado do lado de fora da casa.

Yin &Yang “Nos momentos de escuridão (yin), apegue-se à luz (yang)...” Yin e yang falam da dualidade do mundo: terra/céu, feminino/masculino, morte/vida, água/fogo, repouso/atividade, nós/eles. Yin é montanha, estática. Yang, água em movimento. O paraíso é o lugar onde yin e yang se encontram. Na ilustração, os peixes indicam que essas duas forças que governam o Universo são vivas, criativas e criadoras.

Madeira “Existem quatro formas de mudar para melhor seu destino”, disse um mestre chinês. “A primeira é fazer boas ações, o bem atrai o bem. A segunda é a auto-educação, se aperfeiçoar sempre. A terceira é atrair a boa sorte, pensando positivamente, aprendendo com as situações da vida. A última é cuidar dos nossos ambientes: a casa, a cidade, o planeta.” Na China, essa última parte é feita de muitas maneiras. Uma das formas mais antigas é utilizar sím bolos, pois o conhecimento era passado pela arte, o que permanece até hoje: no guardanapo de papel, que vem com um poema impresso, nas flores simbólicas dos jardins, nas inscrições sagradas na face das montanhas, nos altares espalhados pelas ruas, nos áridos e opressores edifícios hipermodernos. Na China, especialmente, os objetos falam. Temos de ouvir com os olhos e ver com os ouvidos.

Metal Verão, calor, entusiasmo e irradiação. Todas as imagens de movimento ou dança, pessoas ou animais, trazem consigo uma força de vida: o fogo. Como a pintura do Galo Majestoso (ao lado), um símbolo de elegância, produtividade e inteligência, boa para contemplar logo na entrada do ambiente. Ou da Dança do Leão (acima), ritual chinês que, no ano-novo, exorciza o mal e atrai a boa sorte. Na China, o leão é um protetor e, como escultura, é colocado do lado de fora da casa.

Dragão Dragão é o nome ocidental deste ser fantástico, imaginário, que os chineses chamam de Lun. No corpo de uma serpente, ele reúne qualidades de inúmeros animais: olhos de lebre, rosto de camelo, escamas de carpa, orelhas de touro, patas de tigre, chifres de veado... O dragão tem a força de todos eles e, como vive naágua e na terra, voa e cospe fogo, ainda carrega em si todos os elementos. Simboliza a natureza viva, que gera todas as coisas.

Água Recolhimento, inconsciente, sabedoria, sono, inverno. Nas pinturas chinesas, as carpas falam da essência de vida que existe nas águas. Banhar-se nas águas “vivas” de rios, mares e cachoeiras purifi ca o corpo e a alma, ajuda a manter a saúde integral. Beber água de uma fonte vivifi- ca o corpo. A contemplação de águas tranqüilas ajuda a desenvolver a sen-sibilidade, e dizem que o sentir e o amor se aprimoram na presença da água.

Lao Tsé “Que um país seja pequeno e de escassa população – que importa! E se suas forças armadas fossem apenas de dez ou 100 homens, que nem usassem suas armas. Deixemos seus habitantes viver em paz e cultivar seu torrão de terra!” Escreveu o sábio Lao Tsé. Mais de 25 séculos depois, a mensagem do mestre ainda é atual.

Kwan Yin Deusa budista da compaixão e do perdão. É bem provável que Kwan Yin seja a forma chinesa de uma divindade do Tibete: Tara, que teria chegado à China com o budismo. Também está associada à suavidade,à amada mãe divina, que cura e alivia sofrimentos, e aos sentimentos profundos. Ainda se fala dela co mo uma representação visível da natureza iluminada.

grupo Seamar